Percorrer por autor "Agrizzi, Rafaela Rocha"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Percepção da beleza e status psicossocial em mulheres de diferentes faixas etáriasPublication . Agrizzi, Rafaela Rocha; Torre Canales, Giancarlo de laA crescente valorização da aparência física, impulsionada pelas redes sociais e pelos avanços nas terapias estéticas, tem motivado um número cada vez maior de mulheres a buscar intervenções faciais minimamente invasivas. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil psicossocial e sociodemográfico de mulheres que realizaram ou demonstraram interesse em procedimentos estéticos faciais, considerando perceções relacionadas ao envelhecimento, à autoestima e à qualidade de vida. Participaram 834 mulheres, com idades entre 18 e 65 anos, residentes no Brasil e em Portugal, divididas em dois grupos: aquelas que realizaram procedimentos (YAP) e aquelas que não realizaram (NAP). As participantes responderam a um formulário com questões sociodemográficas e a versões validadas em português de cinco escalas FACE-Q, que avaliaram a satisfação com a aparência facial, a função social, o sofrimento psicossocial, a função psicológica e a perceção do envelhecimento. Os resultados mostraram diferenças significativas entre os grupos em termos de estado civil, escolaridade, renda e preocupações com o envelhecimento. Mulheres divorciadas, com maiores níveis educacionais e faixas de renda mais elevadas apresentaram maior probabilidade de recorrer a procedimentos estéticos, especialmente aquelas com elevada perceção dos sinais do envelhecimento facial. A toxina botulínica tipo A foi o procedimento mais frequentemente relatado. Por outro lado, as mulheres que nunca haviam se submetido a intervenções relataram maior sofrimento psicossocial relacionado à aparência. No entanto, variáveis como satisfação geral com a aparência e função social não mostraram diferenças significativas entre os grupos. Esses achados sugerem que, embora os procedimentos possam estar associados a um desejo de preservação da juventude e valorização social, eles não garantem benefícios psicológicos amplos ou sustentáveis. Assim, destaca-se a importância de abordagens clínicas éticas, integradas e personalizadas, que considerem os contextos emocionais e sociais das pacientes na decisão por intervenções estéticas.
