Percorrer por autor "Teixeira, Ana Sofia Martins Blanco"
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- Epilepsia - maneio terapêutico em cães e gatosPublication . Teixeira, Ana Sofia Martins Blanco; Gonzalez, Ana Cristina CastejonA epilepsia é uma das patologias neurológicas mais comuns em cães e gatos. É uma doença que afeta o sistema nervoso central e que se caracteriza por convulsões e alterações paroxísticas temporais, normalmente recorrentes. Convulsão é um distúrbio no qual se verifica a contratura muscular involuntária de todo o corpo ou de parte dele, provocada por aumento excessivo da atividade elétrica em determinadas áreas cerebrais. Uma convulsão epileptiforme típica é caracterizada pelo pródomo (período que antecede a atividade convulsiva), seguido pela aura (manifestação inicial da atividade convulsiva), ictus ou fase ictal (evento convulsivo, em si) e, finalmente pela fase pós-ictal (ou pós ictus). As crises epileptiformes são primariamente classificadas como auto-limitantes (isoladas), em salva ou cluster (duas ou mais convulsões num período de 24h), contínuas (status epilepticus). Dentro de cada uma destas categorias, as convulsões podem ser divididas em focais (parciais) ou generalizadas. As convulsões focais com generalização secundária são o tipo mais comum em cães, sendo as convulsões parciais complexas, as que mais ocorrem nos gatos. A epilepsia pode ser classificada em três categorias principais, epilepsia idiopática, epilepsia sintomática e epilepsia reativa (não classificada como etiologia para epilepsia, devido a ter como causa doenças metabólicas ou tóxicos, na qual o cérebro volta ao seu estado normal, assim que a causa subjacente é tratada). O diagnóstico da epilepsia deve ser feito através de uma história clínica detalhada, exames clínico e neurológico, análises sanguíneas (bioquímica e hemograma) e imagiologia. A terapêutica para controlar a atividade convulsiva tem como principais objectivos a redução da severidade, duração e frequência da mesma. Existem, atualmente, diversos fármacos para o controlo das convulsões, sendo o mais usado o fenobarbital, mas muitas vezes é necessário conjugar um segundo fármaco, como por exemplo, o brometo de potássio. No entanto, em casos refratários, em que a resposta a estes fármacos não é a ideal, existem fármacos anticonvulsivos, de segunda geração, alternativos, nomeadamente a gabapentina, felbamato, levetiracetam, zonisamida e imepitoina, entre outros. Este trabalho tem como principal finalidade rever as estratégias na decisão da terapia anticonvulsiva, a aplicabilidade da terapia anticonvulsiva atual, assim como referir os principais avanços na terapêutica anticonvulsiva. Convém referir que, os ataques em salva ou clusters e o status epilepticus são emergências médicas e que deverão ser tratados de forma rápida e ágil, de modo a diminuir/prevenir futuras sequelas que poderão advir de uma atividade cerebral anormal frequente ou contínua.
