Percorrer por autor "Steponaityte, Jurgita"
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- Ethics in beauty adverstisingPublication . Steponaityte, Jurgita; Cadarso, MariaA industria da moda, e por extensão da cosmética, tem ao longo dos anos vindo a propor um ideal de beleza feminina, assente numa figura feminina excessivamente magra, e em padrões de beleza perfeita, que são, praticamente, impossíveis de atingir. Constatamos, em diversos casos, que a representação da imagem da mulher e do seu corpo, nem sempre obedece às melhores práticas no que respeita a uma “ética” de comunicação publicitária. Através da manipulação da imagem, replicam-se e banalizam-se “standards” de beleza, que por serem inatingíveis, provoca nos consumidores, e mais especificamente nas mulheres, um sentimento de vergonha e uma enorme dificuldade na autoaceitação. Muitos anúncios publicitários, deliberadamente ou não, levam os consumidores a acreditar em falsas expectativas, recorrendo por vezes a técnicas de manipulação de imagem, para veicular informações menos corretas, ou até mesmo falsas. Sinais, mais recentes, fazem-nos acreditar, no esforço da industria criativa, que deseja manter-se firme na posição, de que não deseja criar nos seus consumidores efeitos contraproducentes. No decorrer desta investigação constatámos, que nos últimos anos, na publicidade, e mais especificamente, nos anúncios de cosméticos, o corpo de uma mulher é representado de forma mais real, e tudo o que é comunicado às consumidoras, é feito de forma mais clara e honesta. O propósito de esta dissertação é de comprovar que, a publicidade, na industria da cosmética, nos últimos anos, tem crescentemente, vindo a levar em consideração, fatores éticos nas suas campanhas publicitárias. Nesta investigação foram analisados, vinte e um anúncios de três cremes antirrugas, que foram apresentados ao mercado, no período que decorre de 2003 a 2017. Para realizar esta investigação foi escolhido um método de análise comparativa através do modelo TARES test framework. Os resultados comprovam que nos anos passados os anúncios têm tido uma abordagem, do corpo feminino, mais honesta nas suas campanhas publicitárias. Embora se tenha comprovado a utilização de imagens reais em consistência com os elementos verbais; o mesmo não se pode afirmar sobre uma genuína responsabilidade social sobre os consumidores, mais especificamente as consumidoras, onde não se verificou nenhuma real evolução. Por fim, os testes demonstraram também que em geral existe uma tendência para a simplificação da mensagem, o que pode ser traduzido como símbolo de honestidade.
