Percorrer por autor "Sofia Raquel Mocho , Peixoto"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Análise da ocorrência de distócias em vacadas de carne em regime extensivo em duasépocas de parto, no AlentejoPublication . Sofia Raquel Mocho , Peixoto; Figueira, Ana Catarina Pais dos SantosNo Alentejo, as explorações em extensivo tem por base alimentar as pastagens naturais, cuja abundância depende da ocorrência de condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. A condição corporal das vacas em regime extensivo poderá estar relacionada com a disponibilidade de pastagem em cada ano hidrológico. O Ano de 2017 foi de seca relativamente ao de 2016. Assim, a condição corporal das vacas nas duas épocas de parto correspondentes terá sido afetada de modo distinto. Nesta perspetiva, é possível que a ocorrência de distócias no Alentejo possa estar associada a condições determinadas pela pluviosidade e, consequentemente, pela disponibilidade alimentar. A fim de investigar esta possível associação foram recolhidos os dados de ocorrência de distócia de duas épocas de parto: época um, que decorreu no período de 1 de setembro de 2016 a 28 de fevereiro de 2017 e a época dois, no período homólogo de 2017-2018. A recolha foi realizada em 17 explorações, com um total de 3462 fêmeas reprodutoras. Nestas observaram-se um total de 2485 partos, dos quais 4,0% distócicos na primeira época e 1,3% distócicos na segunda. Adicionalmente foram recolhidos os dados de temperatura e pluviosidade média mensal para os meses de Julho de 2016 a Fevereiro de 2018. Os dados foram editados em Excel® e analisados estatisticamente através de análise de covariância e de regressão logística, respetivamente com o PROC GLM e o PROC LOGISTIC do programa SAS®. Observou-se que a época com maior incidência de partos distócicos, coincidiu com pluviosidades mais altas e temperaturas médias, apesar de serem não significativas (p>0,05), quando foram consideradas isoladamente. Adicionalmente observou-se que o odds ratio (OR), de ocorrência de partos distócicos variou em função da raça e foi superior na raça Charolesa e Aberdeen que apresentavam um OR de 22,4 e 10,7. Relativamente ao risco de ocorrência de distócias em função da idade da fêmea ao parto, observou-se que as vacas que parem com menos de 5 anos de idade e entre os 16 e os 20 anos obtiveram uma proporção de partos distócicos maior.
