Percorrer por autor "Roberto, Chelsia Fernanda Francisco"
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- Marine macroalgae as source of nutraceutical compounds in food applicationsPublication . Roberto, Chelsia Fernanda Francisco; Gonçalves, Ana Marta dos Santos Mendes; Amaral, António Luís Pereira doAs algas marinhas vêm sendo consideradas como uma solução promissora para estabelecer um sistema alimentar sustentável e resiliente visto que o seu alto valor nutricional é comparável, e em alguns casos superior a diversos alimentos comumente consumidos. Estes organismos marinhos são reconhecidos como fontes significativas de nutrientes essenciais, incluindo vitaminas, minerais, proteínas, fibras dietéticas e outros compostos bioativos, que contribuem para diversos benefícios à saúde. Além disso, possuem uma ampla variedade de bioatividades, como por exemplo antioxidante, anti obesidade, antidiabética e antiviral, e com propriedades nutracêuticas. Reconhecendo o potencial significativo das macroalgas como uma fonte rica de compostos bioativos, este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil bioquímico de três espécies de algas marinhas encontradas na costa portuguesa, nomeadamente: Ulva lactuca, Gracilaria gracilis e Chondrus crispus tetrasporófito (T), Chondrus crispus gametófito feminino (F), Chondrus crispus gametófito masculino (M). O estudo consistiu na quantificação do perfil bioquímico das algas em termos de: ácidos gordos, proteínas, carboidratos, ácidos urônicos, pigmentos e compostos fenólicos. Os resultados obtidos evidenciaram que, em geral, as espécies de macroalgas vermelhas (C.crispus e G.gracilis) apresentaram um perfil nutricional mais enriquecido em comparação com a espécie U.lactuca, exibindo quantidades significativas de proteínas, pigmentos e compostos fenólicos. A espécie C.crispus apresentou um perfil de ácidos gordos rico em ácidos gordos altamente insaturados (HUFA) e uma menor razão - -3, que é um indicador nutricional associado a vários benefícios à saúde, incluindo a redução da inflamação e a melhoria do bem-estar. Todas as espécies analisadas exibiram uma distribuição semelhante de monossacarídeos, com a predominância dos monómeros de glucose e galactose. Estas observações sugerem que as macroalgas têm aplicações promissoras em formulações alimentares, trazendo melhorias ao nível da saúde. No entanto, persiste a necessidade de aprimorar os métodos analíticos utilizados para quantificar os parâmetros estudados e padronizar os limites de consumo, ao nível regulatório para garantir um consumo mais seguro e eficaz das macroalgas.
