Percorrer por autor "Reis, Marina Duarte"
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- Tempos de pandemia, passado e presentePublication . Reis, Marina Duarte; Antunes, Júlia RibeiroRecentemente, a pandemia da COVID-19 devastou vários países, causando um número recorde de infeções e mortes num curto espaço de tempo e afetando várias práticas profissionais, em especial a medicina dentária. No entanto, o vírus SARS-CoV-2 não é o primeiro coronavírus zoonótico, nem o primeiro agente patogénico responsável pelo surgimento de uma pandemia. Estes eventos chamaram a atenção para o potencial risco que outras doenças zoonóticas têm para causar uma epidemia e pandemia graves e tornaram necessária uma revisão dos anteriores eventos pandémicos, de modo a identificar problemas comuns, assim como as suas soluções, inclusivamente para a área médico-dentária. A presente revisão narrativa aborda as pandemias declaradas pela Organização Mundial da Saúde, as características do agente patogénico e da doença que o mesmo induz, incluindo as suas manifestações orais, a sua epidemiologia, diagnóstico, tratamento e medidas de prevenção desenvolvidas para a doença, tanto para o público, como para medicina dentária. Verifica-se que as constantes intervenções antropogénicas no meio ambiente, na ecologia animal e botânica, assim como em diferentes sociedades humanas, de forma forçada, contribuem, desde sempre, para a alteração da ecologia geral e consequente seleção natural de agentes infeciosos que se conseguem transmitem entre estas populações. Estes agentes têm provocado pandemias com consequências catastróficas, destacando-se as primeiras pandemias de peste e influenza pela sua mortalidade. No entanto, a evolução da medicina permitiu o desenvolvimento de medidas passivas e ativas, nomeadamente, o isolamento de casos, a testagem rápida e a vacinação, permitindo às autoridades gerir situações pandémicas com maior eficácia. O médico dentista, como profissional médico, é responsável por ter conhecimento das várias doenças infeciosas que podem suscitar um surto, assim como detetar precocemente sinais de doença, recomendar medidas preventivas adequadas, gerir o risco ocupacional e prevenir a progressão destes eventos epidemiológicos.
