Percorrer por autor "Prisal, Pedro Teixeira"
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- Tecnologias inovadoras para aumentar a adesão à terapêutica em geriatriaPublication . Prisal, Pedro Teixeira; Auxtero, Maria DeolindaNos últimos anos, a esperança média de vida tem aumentado devido à melhoria das condições sanitárias, de alimentação, dos avanços na medicina e, sobretudo, das inovações nas ciências farmacêuticas. Com o envelhecimento, o corpo humano sofre alterações químicas e fisiológicas que promovem a degradação celular e comprometem as capacidades físicas e cognitivas, favorecendo o aparecimento de doenças crónicas. Devido às suas especificidades, a população idosa requer acompanhamento contínuo, assegurado pela geriatria, área dedicada à saúde e aos cuidados da terceira idade. A polimedicação é frequente entre os idosos e, associada a défices cognitivos, limitações sensoriais e dificuldades na gestão terapêutica, aumenta o risco de erros e de não adesão. Para ultrapassar esses desafios, têm sido desenvolvidas estratégias que permitem monitorizar e otimizar a toma de medicamentos. Entre as mais promissoras destacam-se a Preparação Individualizada da Medicação (PIM), o envio de lembretes por Short Message Service (SMS), o Medication Event Monitoring System (MEMS) e as Digital Pills. A PIM organiza os medicamentos em compartimentos identificados por dose, horário e dia, reduzindo erros e facilitando o cumprimento terapêutico, com papel central do farmacêutico na revisão e segurança do tratamento. Os SMS funcionam como lembretes automáticos, de baixo custo e fácil implementação, reforçando a rotina terapêutica. O MEMS utiliza tampas eletrónicas que registam data e hora das aberturas, permitindo quantificar a adesão de forma objetiva e precisa. Já as Digital Pills incorporam sensores ingeríveis que, ao serem ativados no trato gastrointestinal, enviam sinais de confirmação da toma para dispositivos externos, promovendo monitorização em tempo real. A eficácia destas estratégias depende da sua integração em modelos de cuidados centrados no paciente, com envolvimento ativo do farmacêutico e educação contínua do doente. Tal abordagem multidisciplinar potencia a adesão terapêutica, reduz hospitalizações e promove um envelhecimento mais saudável, autónomo e sustentável.
