Percorrer por autor "Peixoto, Tiago André"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Autogestão da fadiga nos sobreviventes de cancro: revisão sistemática da literaturaPublication . Peixoto, Tiago André; Santos, Célia SamarinaINTRODUÇÃO: Atualmente, a doença oncológica é considerada uma doença crónica que afeta múltiplas dimensões da pessoa (Rowland e Baker, 2005) e exige ao indivíduo uma gestão da própria doença que promova a adaptação à nova condição da vida. A fadiga, para além do impacto significativo que tem na qualidade de vida do sobrevivente de cancro, constitui uma condição que influência a autogestão e a transição saúde-doença. OBJETIVOS: Nesta investigação procura-se identificar os preditores de fadiga após o tratamento da doença oncológica, as estratégias utilizadas pelos sobreviventes de cancro na gestão da fadiga e as intervenções dos enfermeiros que promovem a autogestão da doença. O estudo tem como finalidade contribuir com orientações promotoras de uma prática de enfermagem com impacto na autogestão da doença oncológica. METODOLOGIA: Foi realizada uma Revisão Sistemática da Literatura segundo o modelo do Instituto Joanna Briggs®. Foi utilizada a estratégia PICO® na construção da pergunta de partida e na construção dos respetivos descritores. De um total de 815 artigos encontrados nas bases de dados eletrónicas (MEDLINE with full text® e CINAHL plus with full text®), foram incluídos 8 estudos na revisão. A qualidade metodológica dos estudos selecionados foi avaliada através dos instrumentos publicados pelo Instituto Joanna Briggs®. A seleção dos estudos e a extração dos dados foi realizada, de forma independente, por dois investigadores da UNIESEP. RESULTADOS: Fatores de natureza demográfica, física, funcional, cognitiva, psicológica, social, económica e espiritual predizem fadiga depois do fim dos tratamentos ao cancro. Estratégias no âmbito do exercício físico, conservação de energia, gestão da sintomatologia associada à doença oncológica, perceção de autoeficácia, estilo de coping e redes sociais e apoio social podem contribuir eficazmente para a redução e controlo dos níveis de fadiga e promover a gestão da doença que potencia a adaptação à nova condição – a de sobrevivente. O enfermeiro, deve promover uma vigilância da saúde do sobrevivente que inclua informação, orientação, aconselhamento sobre as mudanças do estilo de vida, bem como apoio psicossocial e espiritual com orientações específicas para a gestão da fadiga. Programas de reabilitação e de intervenção individual, podem constituir-se recursos válidos para contribuir para a redução da fadiga e gestão da doença oncológica na fase de sobrevivência. Autogestão da fadiga nos sobreviventes de cancro VIII CONCLUSÕES: Apesar dos progressos desenvolvidos no avanço do conhecimento científico para a compreensão da fadiga dentro do ambiente oncológico, questões importantes permanecem. A verdade é que os sobreviventes de cancro sujeitos a tratamentos cada vez mais inovadores e eficazes, continuam a experienciar sintomas provocados pelos próprios tratamentos que influenciam diretamente a qualidade de vida destes. Face ao aumento crescente das necessidades dos sobreviventes de cancro e perante os padrões balizados nesta revisão na abordagem a esta temática, emerge a necessidade de se desenvolver, implementar e avaliar programas de intervenção que criem a oportunidade de fornecer uma ajuda profissional útil, nesta fase da doença oncológica. Nesta lógica, o enfermeiro, enquanto profissional enquadrado numa equipa multidisciplinar, deve assumir um papel fundamental na promoção da adaptação à nova fase da vida do sobrevivente de cancro.
- Evaluation of the feasibility and acceptability of an educational intervention in nursing: protocol of a pilot studyPublication . Peixoto, Nuno Miguel; Peixoto, Tiago André; Pinto, Cândida; Santos, CéliaObjective: to explain the protocol of a pilot study that aims to evaluate the feasibility and acceptability of a nursing educational intervention to promote health behaviors in cancer survivors. Method: the protocol was developed based on the Standard Protocol Items: Recommendations for Interventional Trials 2013 - SPIRIT 2013 Statement, in Porto, Portugal in 2022. Results: the protocol would support the implementation of the pilot study in order to assess the feasibility and acceptability of the procedures defined for the intervention, estimate the recruitment and retention of participants, and define the sample size so that possible reformulations of the educational intervention could be considered and proceed to the evaluation phase. Conclusion: this study has laid the structural foundations and content for conducting a pilot study and may later influence the decision to conduct a randomized controlled trial.
