Percorrer por autor "Paulo, Mariana Angélica Barros"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Recolha, multiplicação e caraterização morfológica do orégão (ORIGANUM VULGARE subsp. VIRENS)Publication . Paulo, Mariana Angélica Barros; Póvoa, Orlanda ViamonteA subespécie Origanum vulgare subsp. virens (orégão) existe espontaneamente em Portugal. Trata-se de uma especiaria muito consumida, principalmente nos países do Mediterrâneo, apesar dos seus recursos genéticos não estarem a ser explorados corretamente. A colheita, em habitat natural, representa grande risco para a conservação da diversidade da espécie e, até mesmo em alguns casos, extinção. Os objetivos específicos deste trabalho foram a avaliação da abundância da espécie em cinco locais do Alentejo, a caraterização morfológica de 14 acessos silvestres e o estudo da propagação vegetativa e germinação da semente. Avaliou-se a disponibilidade de orégão em 5 locais do Alentejo, com recurso ao método dos transeptos lineares e da quadricula (50x50cm). Aplicou-se uma escala de abundância relativa (de 0 a 5) em relação a visitas anteriores aos locais. Efetuaram-se 2 ensaios de germinação de sementes, um com sementes de acessos silvestres e outro comparando a capacidade germinativa de sementes silvestres versus cultivadas. Fizeram-se 2 ensaios de propagação vegetativa, um com estacas caulinares terminais dos 14 acessos silvestres e outro comparando estacas terminais com estacas subterminais e, com estacas refrigeradas (ca. 5.ºC, durante 12 dias). Os 14 acessos foram instalados em ensaio para caracterização morfológica. Usaram-se os descritores ECPGR, tendo-se considerado 53 descritores (para planta, caule; folha basal; folha abaixo da inflorescência; inflorescência e; sementes). As conclusões do estudo, apontam para risco de erosão genética devido às ameaças identificadas: mobilizações e desmatações, aplicação de herbicidas, sobrepastoreio, colheita desregrada. As estacas herbáceas terminais foram efetivas para a propagação vegetativa de orégão, as estacas conservadas em frio tiveram maior crescimento em altura do que as estacas sem refrigeração. No ensaio de caraterização morfológica foi observada elevada variabilidade entre acessos; foram definidos 3 grupos de acessos na análise de clusters; as plantas do grupo 3 apresentaram maior potencial agronómico para futuros programas de melhoramento de plantas. Será necessário prosseguir estes estudos com um segundo ano de caracterização para que, as plantas apresentem o seu pleno desenvolvimento
