Browsing by Author "Palma, Sara Elisabete Cavaco"
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- Interrupção voluntária de gravidez :Publication . Palma, Sara Elisabete Cavaco; Presado, Maria HelenaA IVG é um problema sério e transversal às diferentes classes sociais, económicas e culturais com implicações para a saúde pública e em particular para a saúde da mulher. Uma mulher em processo de IVG vive várias transições que se pretende serem passadas de forma equilibrada e ajustada, pois de outra forma as repercussões na sua qualidade de vida, podem ser severas. Este estudo tem como objetivo compreender as vivências das mulheres em processo de IVG. Desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa, do tipo descritivo, tendo como questão de investigação: ”Quais as vivências das mulheres em processo de Interrupção Voluntária de Gravidez?”. Como instrumento de colheita de dados privilegiou-se a entrevista semiestruturada, realizada a vinte e cinco mulheres, que obedeceram aos critérios de inclusão delineados. As participantes foram entrevistadas no dia da consulta de GND, do HGO, EPE em Almada. Os resultados mostraram que os motivos apontados pelas mulheres prendem-se com aspetos de natureza socioeconómica, ausência de projeto de maternidade e pouca literacia em saúde, concluímos que independentemente das razões indicadas, a falha da contraceção é maioritariamente o que está na origem da procura da IVG. Das vivências experienciadas, sobressaem os sentimentos de culpa, vergonha, ambivalência, medo, angustia/ansiedade, receio do castigo divino, repressão dos sentimentos e pensamentos sobre a IVG e a vontade em retomar as suas vidas. Consideram o companheiro/marido e a família alguém em quem confiam que estão grávidas, mas revelam sentir falta de apoio, vivenciando todo o processo da IVG sozinhas. Salientamos a importância do trabalho conjunto entre os cuidados de saúde primários, os hospitalares, e a comunidade ao nível da prevenção das infeções sexualmente transmissíveis, contraceção, adesão terapêutica, investimento na formação dos EEESMO, de forma a estarem mais habilitados a intervir junto destas mulheres para garantirem uma transição ajustada e encontrar estratégias junto das entidades responsáveis para que exista uma resposta adequada nas unidades de saúde na acessibilidade a todos os métodos contracetivos de forma gratuita.
- Motivos que levam as mulheres a optarem por uma interrupção voluntária da gravidez:Publication . Palma, Sara Elisabete Cavaco; Presado, Maria HelenaProblemática: A intenção de interromper a gravidez de forma voluntária constitui um motivo frequente de recorrência aos serviços de saúde. Para introduzir mudanças estruturais, adequadas e ajustadas às necessidades de cuidados de enfermagem especializados e à prevenção da sua ocorrência, é necessário conhecer as causas que levam as mulheres a optarem por interromper a gravidez de forma voluntária. Objetivo: Pretendemos identificar os principais motivos para a Interrupção Voluntária Gravidez, descrever a evidência disponível, clarificar os conceitos envolvidos e os limites conceptuais do tópico de estudo (JBI,2015). Estratégia de pesquisa: De acordo com as orientações do Joanna Briggs Institute (2015) procedemos ao desenvolvimento de uma scoping review, tendo-se definido a questão de pesquisa segundo a mnemónica População, Conceito, Contexto: Quais os motivos que levam a mulher a optar por uma Interrupção Voluntaria de Gravidez? A pesquisa foi efetuada na plataforma EBSCO da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, nas bases de dados CINAHL, MedLine e na plataforma GoogleScholar, decorrendo entre 29 a 31 de março de 2019. Foram incluídos estudos em português, inglês e espanhol. Foram excluídos estudos que se debruçassem sobre a interrupção da gravidez por motivos médicos, devido a ações de eficácia medicamentosa e mulheres vítimas de abuso sexual. Resultados: Resultaram 709 artigos primários e maioritariamente na língua inglesa. Após aplicação dos critérios escolhidos, foram selecionados quinze estudos, publicados entre 2000 e 2018 (sete quantitativos, quatro qualitativos e quatro mistos). Conclusões: A maioria dos estudos não refletem a realidade portuguesa e estão concentrados em populações especificas (adolescentes). Os motivos apontados para a sua realização foram os fatores económicos (falta de emprego ou emprego precário, restrições sobre rendimentos, habitação precária e filhos suficientes) e os sociais (serem muito jovens, relacionamentos instáveis, sem motivação para o projeto de maternidade, desejam concluir os estudos e falta de apoio do progenitor). As condições socioeconómicas, não sendo os únicos motivos, são determinantes na tomada de decisão das mulheres em interromper a gravidez. Percebemos que independentemente das razões apontadas para a interrupção voluntária da gravidez o que está na sua génese é a falha do método contracetivo, o seu uso incorreto e a não adesão à contraceção. Assim, consideramos ser necessário desenvolver estratégias e criar grupos de trabalhos entre os Centros Hospitalares, a Administração Regional Saúde e Grupos de Apoio na Comunidade, que possam ir ao encontro das necessidades destas mulheres com vista à diminuição do número de interrupções voluntárias da gravidez