Percorrer por autor "Moreira, Francisco Mateus"
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- Avaliação do efeito do agente de controlo biológico Trichilogaster acaciaelogifoliae no banco de sementes de Acacia longifoliaPublication . Moreira, Francisco Mateus; Marchante, Hélia Sofia Duarte CanasAs espécies exóticas invasoras constituem uma das principais ameaças ao equilíbrio dos ecossistemas naturais, produzindo vários impactes negativos a nível biológico, económico, social e nos serviços dos ecossistemas. O controlo das espécies exóticas invasoras surge assim como uma prioridade. Em Portugal, Acacia longifolia é uma das espécies de plantas invasoras mais frequente ao longo do litoral Centro e Norte. A principal razão do seu sucesso é a sua capacidade de produzir muitas sementes que se acumulam no solo, num grande banco de sementes. Os métodos mais frequentemente aplicados para o seu controlo (mecânico e/ou químico) têm-se revelado pouco eficazes, em parte por falta de continuidade, monitorização e avaliação das ações realizadas, assim como devido ao seu elevado custo.A introdução em Portugal, em 2015, de Trichilogaster acaciaelongifoliae, uma espécie de inseto nativa da Austrália, inimigo natural de A. longifolia, foi uma solução encontrada para controlar biologicamente esta acácia, contribuindo para a maior sustentabilidade do seu controlo. A ação de T. acaciaelongifoliae ocorre através da oviposição, preferencialmente nas gemas florais, mas também nas gemas vegetativas de A. longifolia, permitindo que no lugar das flores se formem galhas, reduzindo a capacidade de produção de sementes e também o seu crescimento.Este trabalho tem como objetivo principal avaliar o impacte da ação do agente de controlo natural T. acaciaelongifoliae na produção de sementes de A. longifolia, em quatro áreas de estudo (Dunas de S. Jacinto, Dunas de Tocha, Dunas de Quiaios e Dunas de São Pedro de Moel), combinado ou não com outros métodos de controlo. Avaliou-se também a viabilidade e a capacidade de germinação das sementes com recurso à escarificação mecânica e a tratamento térmico a 800C, por 10 minutos. Verificou-se que o banco de sementes entre 2015 e 2024 ainda não apresenta uma redução significativa; por outro lado, o controlo biológico quando combinado com outros métodos revela-se eficaz, na diminuição do número de sementes no solo. Quando o tegumento das sementes foi danificado através da escarificação, a taxa de germinação aumentou de forma significativa, atingindo valores entre 93,4 e 100%. As sementes não sujeitas a tratamentos ou estímulos, têm maior probabilidade de ficar num estado de dormência.Com base nos resultados obtidos, propõem-se ações de intervenção prioritárias e mais eficazes para o combate de A. longifolia, em Portugal.
