Percorrer por autor "Martins, Sara Lúcia Morgado"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Efetividade de um programa de exercício para prevenir risco de quedas em adultos com mais de 55 anos a residir na comunidadePublication . Martins, Sara Lúcia Morgado; Martins, Anabela CorreiaIntrodução: As quedas são um problema junto da população idosa, sabendo-se que atualmente cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos cai todos os anos. A União Europeia estima um custo de 281 € por habitante/ano, e um custo de 25 biliões de euros/ano para cuidados de saúde (Prevention of Falls Network for Dissemination [ProFouND]) o que se traduz num impacto económico significativo. A World Health Organization (WHO) defende que é possível diminuir estes custos, através de estratégias de prevenção e de promoção da saúde. Para isso, é importante consciencializar, avaliar fatores de risco e identificar e implementar programas de intervenção. Objetivos: Testar a efetividade de um programa de exercícios para prevenir o risco de queda. Métodos: Este estudo, que durou 4 meses, é experimental, prospetivo longitudinal. O grupo experimental (GE) realizou um programa de exercícios e o de controlo (GC) manteve a sua rotina habitual. Para a medição e avaliação das variáveis em estudo foram utilizados: Questionário de dados sociodemográficos, Questionário de autoeficácia para o exercício,Versão Portuguesa da Falls Efficacy Scale (FES), Teste de Velocidade Marcha 10m (VM), Teste Timed Up&Go (TUG), Teste Step (15seg) e Plataforma de Forças Hercules®. Considerou-se um nível de significância de 5% (p ≤ 0,05) para todas as comparações. Resultados: Verificou-se, no GE, após programa proposto, diferença estatisticamente significativa para o teste de velocidade de marcha (p<0,001), para a versão portuguesa da FES (p<0,001) e para os resultados da Plataforma Hércules® (p<0,001), e uma diferença estatisticamente significativa, menos evidente, para a Escala de Autoeficácia para o exercício (p=0,004). Conclusão: Este programa de exercícios integrados em atividades da vida diária (AVD), com componente de fortalecimento muscular, equilíbrio e flexibilidade, complementado com caminhadas, evidenciou melhorias no equilíbrio estático e na velocidade de marcha. Verificou-se ainda uma mudança no comportamento dos indivíduos através do aumento da confiança na execução das AVD e, também, no aumento da perceção da capacidade pessoal para a prática de exercício contribuindo assim para diminuir o risco de queda.
