Percorrer por autor "Langlade, Louise Victoire"
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- Prevalência e distribuição de dentes supranumerários numa população portuguesa : um estudo retrospetivo radiográficoPublication . Langlade, Louise Victoire; Costa, Hélder Nunes; Bugaighis, ImanObjetivo: Determinar a prevalência dos dentes supranumerários (excluindo os quartos molares) e caracterizar as suas principais características numa população portuguesa. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo retrospetivo com base em ortopantomografias de pacientes da Clínica Universitária Egas Moniz. No total, foram incluídos 4.921 pacientes. Os dentes supranumerários foram caracterizados de acordo com a sua localização, topografia, morfologia, estado eruptivo, orientação e complicações associadas. As análises estatísticas foram efetuadas com recurso ao software SPSS. Foram calculados as prevalências e os respetivos intervalos de confiança a 95%. O teste U de Mann-Whitney e o coeficiente de correlação de Spearman foram utilizados para comparar o número de dentes supranumerários em função do sexo e da idade. Resultados: Trinta e quatro pacientes apresentavam pelo menos um dente supranumerário, correspondendo a um total de 43 dentes. A prevalência global foi de 0,69% (IC95%: 0,48-0,96). Observou-se uma predominância masculina entre os casos confirmados (58,8%) com uma prevalência superior no sexo masculino. A maioria dos dentes supranumerários era única (85,3%), localizada na mandíbula (67,4%), na região parapremolar (55,8%), de morfologia suplementar (69,8%), inclusa (83,7%) e orientada verticalmente (69,8%). Não foi observada qualquer associação significativa entre o sexo e o número de dentes supranumerários (p = 0,522), nem entre a idade e o número de dentes supranumerários (ρ = 0,281; p = 0,107). A maioria dos dentes supranumerários não apresentava complicações clínicas ou radiográficas associadas. Conclusão: A prevalência observada foi ligeiramente inferior à geralmente reportada na literatura. Os resultados evidenciam um perfil atípico caracterizado por uma predominância mandibular, uma elevada frequência de parapremolares e de morfologias suplementares. Estes dados contribuem para melhorar o conhecimento epidemiológico dos dentes supranumerários numa população portuguesa e reforçam a importância do diagnóstico radiográfico precoce.
