Browsing by Author "Gignoux, Tom"
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- A Alfa Amilase como Biomarcador de Stress em AnimaisPublication . Gignoux, Tom; Azevedo, Alexandre de CarvalhoA alfa-amilase salivar (sAA) é uma enzima associada à ativação do sistema nervoso simpático, sendo proposta como um biomarcador objetivo e não invasivo do stress. Embora tenha sido mais amplamente estudada em humanos, o uso da sAA em modelos animais continua a ser pouco explorado. O objetivo desta scoping review foi mapear a literatura científica atual sobre a utilização da alfa- amilase salivar como biomarcador do stress em animais, a fim de identificar lacunas quanto à sua fiabilidade e aplicabilidade entre espécies e contextos diversos. Foi realizada uma pesquisa sistemática na base de dados PubMed, seguindo as diretrizes PRISMA-ScR, utilizando os termos “alpha-amylase”, “stress” e “animals”. Foram incluídos estudos que identificaram alfa-amilase salivar (e não pancreática) em animais submetidos a situações de stress psicológico ou fisiológico. De um total de 512 artigos analisados, 21 cumpriram os critérios de elegibilidade. Os estudos incluídos foram publicados entre 2013 e 2024, sendo que 71% foram publicados nos últimos cinco anos. Os suínos (n = 8 estudos) e os cavalos (n = 5) foram as espécies mais frequentemente investigadas. No total, 14 dos 21 estudos relataram um aumento estatisticamente significativo da sAA em resposta a fatores estressantes, doenças ou condições fisiológicas, enquanto seis não encontraram efeitos significativos. A maioria envolveu indução experimental de stress (n = 10) ou condições clínicas naturais (n = 5), e outros investigaram fatores como sexo, estação do ano ou diferenças entre espécies (n = 4). No total, apenas dois estudos incluíram animais de companhia. Embora a alfa-amilase salivar demonstre potencial como biomarcador não invasivo do stress, sua utilização isolada não é recomendada. A interpretação dos resultados torna-se mais fiável quando associada a outros marcadores fisiológicos, como o cortisol ou a Immunoglobuline A . Além disso, os métodos de medição da sAA ainda são diversos, e faltam dados normativos para muitas espécies. Apesar dessas limitações, o número de publicações tem aumentado nos últimos anos, e os resultados são, de modo geral, encorajadores quanto ao seu uso futuro na medicina veterinária e na avaliação do bem-estar animal.
