Percorrer por autor "Carreira, Joana Monteiro"
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- Avaliação da Perceção dos Tutores Relativamente aos Tratamentos de Quimioterapia em Gatos em PortugalPublication . Carreira, Joana Monteiro; Vilhena, Hugo Corte-RealA quimioterapia é uma das opções terapêuticas mais frequentemente usadas em gatos com doenças oncológicas. A sua administração tem como objetivo a destruição de células tumorais, e consequentemente a remissão tumoral e o prolongamento do tempo de sobrevida do animal, preservando a sua qualidade de vida (QoL). Apesar do seu potencial benefício, a toxicidade dos fármacos utilizados pode influenciar negativamente a experiência dos tutores relativamente a estes tratamentos, afetando a adesão à terapêutica. Apesar de atualmente a quimioterapia ser realizada de forma rotineira em diversos centros de atendimento médico-veterinários de Portugal, que tenhamos conhecimento, não há informação relativa à perceção dos tutores de gatos de Portugal submetidos a estes tratamentos. Assim, neste estudo, pretendeu-se avaliar as experiências dos tutores de gatos de Portugal submetidos a tratamentos de quimioterapia, identificar os fatores que influenciam a sua satisfação com estes tratamentos, assim como caraterizar a QoL dos animais nas diferentes fases do tratamento. Para este efeito, foi desenvolvido um questionário com recurso à plataforma Google Forms, que foi distribuído de forma anónima a tutores de gatos diagnosticados com linfoma e tumor de mama maligno submetidos a tratamentos de quimioterapia, e de gatos diagnosticados com diferentes tumores malignos submetidos a tratamento com inibidores de tirosina quinase (ITQs), em diferentes centros de atendimento médico-veterinários de Portugal. No total, foram obtidas 70 respostas, das quais 28 de tutores de gatos com linfoma, 25 de tutores de gatos com tumores mamários e 17 de tutores de gatos submetidos a tratamento com ITQs. Os resultados mostraram que a maioria dos tutores optou pela terapêutica com o objetivo principal de prolongar a vida do seu gato (57,2%). Todos os tutores relataram a ocorrência de efeitos adversos nos seus animais, maioritariamente de grau leve a moderado (60,0%). No entanto, 40,0% dos tutores reportaram a ocorrência de efeitos adversos graves (25,7%) e muito graves (14,3%). Os episódios de náusea, vómito e melena/hematoquézia foram significativamente mais frequentes em animais submetidos a tratamento com quimioterapia convencional do que em animais submetidos a tratamento com ITQs. Adicionalmente, verificou-se uma redução da QoL dos animais durante o período de tratamento, especialmente em gatas com tumores mamários, mas com uma recuperação após a conclusão do tratamento. A relação tutor-gato manteve-se (51,4%) ou melhorou (27,2%) para a maioria dos tutores, e 60,0% indicaram que voltariam a optar pela quimioterapia em situação futura, apesar das dificuldades relatadas. O estudo demonstrou que a maioria dos tutores aceitam os efeitos adversos e valorizam o impacto positivo da quimioterapia na vida dos seus animais. Os resultados mostram ainda a importância de uma comunicação clara e eficaz entre profissionais da medicina veterinária e tutor, bem como a necessidade de criar estratégias para minimizar os efeitos adversos da quimioterapia.
