Percorrer por autor "Botelho, Caroline Martins"
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- A influência da massagem perineal na incidência do trauma perineal no segundo período de trabalho de partoPublication . Botelho, Caroline Martins; Carneiro, MarinhaEste relatório de estágio de natureza profissional assume-se como uma oportunidade de reflexão crítica do processo de aquisição e desenvolvimento de competências, ao longo dos ensinos clínicos em contextos de gravidez com complicações, trabalho de parto e parto e pós-parto, com base nos pressupostos do Regulamento de Competências e Padrões de Qualidade dos Cuidados Especializados em Enfermagem de Saúde Materna Obstétrica e Ginecológica publicados pela OE. Sendo assim, este trabalho tem como objetivos expor e fundamentar, nas diferentes áreas, os cuidados especializados de Enfermagem que foram prestados aos casais e famílias em contextos de gravidez, trabalho de parto e parto e pós-parto, durante o estágio profissionalizante no CHPVVC no ano letivo 2015/2016. Demos visibilidade às áreas que mais requereram atenção do EESMO durante a prestação de cuidados, sendo que um dos temas que assumiu mais destaque foi o trauma perineal durante o período expulsivo, uma vez que variados foram os desfechos nos diferentes partos realizados. O trauma perineal durante o período expulsivo pode estar associado com uma significativa e complexa morbilidade da mulher e os seus efeitos na qualidade de vida a curto e a longo prazo podem trazer alterações físicas e psicológicas. Deste modo, refletimos sobre a intervenção do EESMO durante o segundo período de TP na prevenção do trauma perineal, optando por realizar uma revisão integrativa da literatura, no sentido de compreender se a realização de MP no pré-natal ou no TP influencia a ocorrência e gravidade de trauma perineal no peri-parto. Os resultados desta investigação não são claros, coexistindo estudos de elevada evidência científica sobre o tema, mas com resultados divergentes. Contudo, podemos concluir que, no que diz respeito a MP pré-natal se realizada desde a 34ª/35ª semana de IG com regularidade de, aproximadamente, 1,5 por semana com duração de 10 minutos por vez, usando óleo vegetal ou uma substância hidrossolúvel para lubrificação reduz a probabilidade das mulheres sofrerem uma episiotomia durante o parto, podendo ser realizada pela própria grávida ou seu companheiro. Consideramos importante realçar que a prática regular da MP pré-natal poderá ser desconfortável nas primeiras 2 ou 3 semanas, mas é bem aceite pela maioria das mulheres que referem que numa próxima gravidez, provavelmente, iriam repetir a prática da MP. Noutro sentido, os estudos que experimentaram a MP durante o TP, não demonstram muitas conclusões, mesmo assim, a MP realizada durante o TP, principalmente no 2º período, parece reduzir a probabilidade das mulheres sofrerem uma episiotomia durante o parto. Por conseguinte, através da revisão da literatura conseguimos perceber a necessidade de ensaios clínicos randomizados de alta qualidade, estudos observacionais retrospetivos e estudos qualitativos que examinam consequências clínicas e as experiências das mulheres sobre a intervenção sugerida, de modo que possamos fazer recomendações baseadas em evidências para a futura prática clínica obstétrica. De acordo com a evidência atual, sugerimos aos EESMO que ensinem os casais grávidos acerca da MP durante a gravidez a partir das 34ª/35ª semanas de IG.
