Browsing by Author "Bodet, Estelle"
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- Tromboembolismo Arterial FelinoPublication . Bodet, Estelle; Santos, Mario Marcondes dosO tromboembolismo arterial felino (TEA) é uma doença grave, caracterizada geralmente pela obstrução de artérias periféricas por trombos, frequentemente originados no átrio esquerdo devido a cardiopatias como a cardiomiopatia hipertrófica. Seu impacto é significativo, causando paralisia súbita dos membros posteriores, dor intensa e estresse, com taxa de sobrevivência entre 33% e 39%. A trifurcação aórtica é o local mais afetado, levando a isquemia e possíveis necroses. A tríade de Virchow (lesões endoteliais, estase sanguínea e hipercoagulabilidade) explica a formação dos trombos, com maior risco em raças como Maine Coon, machos e gatos idosos (8-12 anos). Avanços recentes no diagnóstico têm melhorado a precisão e a rapidez na identificação do TEA. A ecografia, incluindo T-POCUS e C-POCUS, permite visualizar trombos e avaliar cardiopatias associadas e indicando risco elevado. O Doppler colorido é crucial para confirmar a obstrução e monitorar a reperfusão em tempo real. A termografia, uma técnica não invasiva, destaca-se por detetar diferenças de temperatura entre membros com alta sensibilidade (90%) e especificidade (100%), sendo ideal para triagem rápida. Marcadores como lactato e D-dímeros, com deltas específicos (glicose >41mg/dL, lactato >2,2mmol/L), oferecem suporte diagnóstico acessível e eficaz, apesar de limitações em casos de isquemia avançada. No tratamento, novas abordagens têm mostrado potencial. Anticoagulantes como clopidogrel e rivaroxabana, usados em terapia dupla, reduzem significativamente a recorrência (16% vs. 25-75% com aspirina). Trombolíticos de terceira geração, como a reteplase, apresentam taxas de sobrevivência de até 90% em casos de TEA bilaterais, com menos complicações hemorrágicas que a alteplase. A saxatilina, derivada de veneno de serpente, surge como uma promessa trombolítica, enquanto a embolectomia cirúrgica, embora complexa, demonstra eficácia em casos selecionados. A gestão da dor com opióides, fisioterapia para mobilidade e aquecimento controlado dos membros isquémicos complementam o tratamento, minimizando complicações como a síndrome de reperfusão e insuficiência renal aguda. Esta revisão enfatiza a importância de pesquisas futuras para padronizar protocolos diagnósticos e terapêuticos inovadores, visando reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos gatos com TEA.
