Percorrer por autor "Benbetka, Leina"
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- Enxertos ósseos na cirurgia pré-implantarPublication . Benbetka, Leina; Azul, António ManoA reabilitação oral com implantes dentários constitui uma opção previsível e eficaz para a restauração funcional e estética (Hu et al., 2025). Contudo, a perda óssea decorrente de extrações dentárias é frequente e pode comprometer a estabilidade e a posição adequada dos implantes, exigindo abordagens regenerativas para restaurar o volume e a qualidade do osso alveolar (Nourah, 2025). As técnicas de regeneração óssea pré-implantar são, portanto, fundamentais para garantir resultados clínicos satisfatórios e duradouros, permitindo a colocação de implantes em áreas previamente atróficas (Costa, Oliveira, & Santos, 2025). A literatura recente demonstra que os enxertos autógenos, considerados o padrão biológico de referência, apresentam elevada capacidade osteogénica, enquanto os materiais aloplásticos e xenogénicos oferecem soluções eficazes com menor morbilidade cirúrgica (Ma, Wu & Shao, 2021). As características específicas de cada tipo de enxerto, incluindo reabsorção, integração e disponibilidade, influenciam a sua seleção clínica. Além disso, o uso de fatores biológicos, como o Plasma Rico em Fibrina (PRF), e de membranas reabsorvíveis, tem mostrado efeitos positivos na osteointegração e na cicatrização óssea (Taniguchi et al., 2025). As técnicas digitais e de impressão 3D permitem a concepção de enxertos personalizados, aumentando a precisão anatómica e a previsibilidade clínica, e promovendo uma abordagem mais segura e planeada para a cirurgia pré-implantar (Schönegg, Rücker & Hämmerle, 2024). Este estudo pretende analisar e comparar as principais técnicas e tipos de enxertos ósseos em cirurgia pré-implantar, integrando abordagens biológicas e digitais recentes, de modo a orientar a escolha clínica consoante o defeito e o perfil do paciente.
