Percorrer por autor "Barros, Aline Bastos de"
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- Transtornos do espectro autista e más oclusões : revisão sistemáticaPublication . Barros, Aline Bastos de; Lopes, Luísa Bandeira; Mascarenhas, PauloObjetivos: Avaliar o risco de presença de má oclusão em indivíduos com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Materiais e Métodos: Esta revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA. Foi abordada a seguinte pergunta de pesquisa: existe um risco aumentado de má-oclusão no espectro do autismo? As bases de dados utilizadas foram: PubMed, bvsalud e Web of Science. Os descritores (decs e mesh) utilizados foram os equivalentes em inglês dos termos “Transtorno Autístico”, “Transtorno do Espectro Autista” ou “Autismo”, que foram conjugados em combinação com com “má-oclusão”, “mordida aberta”, “mordida cruzada” ou “saúde oral”. Foram feitas meta-análises de razões de chance (odds ratios) pairwise de efeitos randomizados (método da máxima verossimilhança). Utilizou-se o OpenMeta [Analyst] para realizar as meta-análises e os gráficos de folhas (forest plots). Dada a natureza observacional e transversal dos dados recolhidos para a meta-análise, foi usada como ferramenta de análise do risco de viés o JBI Critical Appraisal Checklist for analytical cross sectional studies e a ROBVIS tool para a construção do gráfico. Resultados: Foram inicialmente obtidos 437 artigos. De seguida foram excluídos 213 artigos duplicados, sendo selecionados 224 artigos para realização da leitura do título e do resumo. A amostra foi reduzida para 27 artigos após excluir-se artigos considerados não adequados. Considerando os pontos pertinentes aos objetivos deste estudo, foram selecionados 14 artigos para a realização desta revisão, sendo que 9 tinham grupo controlo e dentre estes, 7 tinham os dados quantitativos necessários para a realização de meta-análise. De uma forma geral, em todas as meta-análises, a heterogeneidade foi elevada. Quanto ao risco de viés, dois estudos mostraram alto risco, enquanto três mostraram baixo risco, com os restantes 2 a apresentar risco intermédio, pois, os estudos selecionados para a meta-análise, mostraram não atender aos domínios necessários para uma maior qualidade metodológica. Conclusão: Dado que esta revisão sistemática apresentou resultados de grande heterogeneidade, e alto risco de viés, não nos é possível afirmar que existe o risco da presença de má oclusão em indivíduos com TEA. Deve-se fazer estudos futuros com critérios rigorosos nas escolhas das amostras, grupo controlo e diagnóstico de má oclusão, a fim de atender aos requisitos necessários a uma maior qualidade metodológica.
