Percorrer por autor "Barros, Alberto Orge"
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- Intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem nefrológica na manutenção da fístula arteriovenosa à pessoa hemodialisadaPublication . Barros, Alberto Orge; Saraiva, MariaPortugal apresenta em relação à maioria dos países da Europa, uma das maiores taxas de incidência e prevalência de Doença Renal Crónica estadio 5 sob tratamento de substituição renal, existindo um maior domínio da hemodiálise, similar a outros países da Europa, para cuidar estes doentes. O acesso vascular sem complicações é fundamental para realizar um tratamento de hemodiálise de qualidade. A melhor forma de identificar e prevenir complicações da fístula arteriovenosa é através da sua monitorização, vigilância sistemática e eficaz. O enfermeiro tem um papel fundamental nesta área, uma vez que está permanentemente com o doente hemodialisado. O exame físico é um mecanismo de monitorização simples, barato e eficaz com uma grande sensibilidade e especificidade quando a pessoa que o aplica tem os conhecimentos adequados. Desta forma, é primordial que adquira competências nesta área, prestando cuidados de qualidade e reduzindo a carga económica e social que lhe estão associados. O presente relatório teve como principais objectivos a adquisição de competências na área da Enfermagem Nefrológica para cuidar das pessoas com alteração da eliminação renal aguda ou crónica e sua família nos diferentes contextos de ensino clínico e a elaboração de um projecto de investigação que teve como foco principal, os aspectos do exame físico que os enfermeiros utilizam em contexto clínico para avaliar a fistula arteriovenosa. A Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem, mais concretamente a Teoria dos Sistemas de Enfermagem - sistema totalmente compensatório foi a base orientadora de pensamento. O nosso estudo abrangeu uma amostra relativamente pequena, 46 enfermeiros que prestam cuidados de enfermagem à pessoa hemodialisada em contexto de Unidade de Hemodiálise hospitalar ou ambulatória. Elaboramos um questionário sobre o exame físico à fístula arteriovenosa, subdividimos as perguntas em 4 grupos para facilitar a sua análise e os resultados mostram que é necessário melhorar as práticas que permitam relacionar os achados do exame físico com eventuais complicações da fístula arteriovenosa, mais concretamente sobre o “síndrome hipoperfusão distal isquémico”, e “síndrome hipertensão venosa”. Determinar um período de tempo para a maturação da fístula arteriovenosa, assim como, utilizar o exame físico para decidir o melhor sentido das agulhas, evitando futuras lesões da parede da veia. Estudamos por último, a melhor forma de adquirir competências sobre o exame físico, onde a maioria dos enfermeiros referiu, sala de aula e contexto clínico. Os resultados expressam a necessidade de reforçar a formação sobre o exame físico à fístula arterioarteriovenosa em sala de aula e contexto clínico nas diversas Unidades de Hemodiálise.
