Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

Economic Impact of SAF on Airline' Business Sustainability

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
Luís Gabriel.pdf2.27 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

Este estudo analisa as implicações económicas da incorporação de SAF nas operações diárias de companhias aéreas comerciais, em particular até ao limite legalmente permitido de mistura nos depósitos de combustível das aeronaves. A investigação surge da crescente necessidade de alinhar as atividades do setor da aviação com os objetivos globais de sustentabilidade, bem como da intensificação da pressão exercida por reguladores, partes interessadas e consumidores no sentido da adoção de práticas ambientalmente mais responsáveis. Apesar dos contínuos avanços tecnológicos na eficiência aeroespacial e nos mecanismos de mitigação de emissões, o SAF mantém ainda um papel marginal na aviação comercial global, essencialmente devido à sua disponibilidade limitada e ao seu custo unitário superior por litro, quando comparado com o CAF. Embora o SAF permita reduzir as emissões de CO₂ até 80%, o seu elevado custo de produção — impulsionado por cadeias de abastecimento restritas, infraestruturas de produção pouco desenvolvidas e economias de escala ainda incipientes — torna a sua adoção economicamente inviável no atual contexto de mercado, particularmente quando comparado com os combustíveis fósseis tradicionais utilizados na aviação. Para quantificar este impacte económico e explorar possíveis mecanismos de compensação, foi desenvolvido e aplicado o Modelo SeCA (SAF em Companhias Aéreas), uma estrutura original concebida pelo autor. Este modelo está estruturado em duas fases: uma avaliação económica quantitativa, suportada por dados, do impacte da utilização de SAF, seguida da implementação de três soluções de reequilíbrio de receitas, concebidas para restaurar o Resultado Líquido a um ponto de neutralidade. A metodologia baseia-se em dados empíricos extraídos dos relatórios financeiros das companhias aéreas analisadas, aplica fórmulas de transformação de custos de combustível e realiza modelações de impacte com base em margens operacionais, volumes de passageiros e estratégias tarifárias. O Modelo SeCA foi aplicado à Ryanair e à Emirates — duas operadoras com modelos de negócio fundamentalmente distintos. Estes dois estudos de caso foram selecionados com o objetivo de captar a heterogeneidade económica do mercado global da aviação comercial, oferecendo um contraste valioso entre os modelos LCC e FSC quando expostos aos custos associados ao SAF. A análise considerou diversas variantes de SAF, cada uma com diferentes preços por litro (€/L) e rotas tecnológicas de produção, de forma a simular uma gama realista de encargos de combustível sob um cenário de mistura de 50% de SAF, em conformidade com os limites regulamentares atuais. Os resultados do Modelo SeCA demonstraram que, para todas as variantes de SAF — com exceção do SAF-B [N] no caso da Ryanair — ambas as operadoras registaram uma deterioração significativa no Resultado Líquido, em virtude do aumento dos custos de combustível. Importa destacar que o cenário SAF-B [N] foi o único em que uma companhia aérea atingiu o ponto de equilíbrio, devido exclusivamente ao preço altamente competitivo por litro desta variante de SAF, inferior ao custo médio de aquisição de combustível convencional pela Ryanair. No entanto, no caso da Emirates, mesmo este cenário mais favorável resultou em prejuízo operacional, dada a sua menor base de custo por litro de combustível convencional, reforçando assim a conclusão de que a adoção do SAF carece, neste momento, de paridade económica com o CAF. Após a quantificação do impacte económico, o modelo testou as três estratégias de mitigação propostas: Solução +PAX (aumento do número de passageiros pagantes mantendo constante a tarifa média), Solução +FARE (aumento da tarifa média mantendo o volume de passageiros constante), e Solução Ótima (equilíbrio híbrido entre as duas abordagens anteriores). Recorreu-se à abordagem CVM para medir empiricamente a WTP dos passageiros por aumentos tarifários justificados pela contribuição ambiental associada à utilização de SAF. Os resultados demonstraram que, em ambos os casos estudados, os níveis observados de WTP — ainda que reveladores de uma crescente consciência ambiental — permaneceram insuficientes para sustentar, do ponto de vista económico, a Solução +FARE. A elasticidade-preço da procura, particularmente no segmento sensível ao preço da Ryanair, agravou ainda mais a inviabilidade de ajustes tarifários como solução isolada. Em conclusão, a aplicação do Modelo SeCA à Ryanair e à Emirates confirma a atual inviabilidade económica da utilização de SAF tanto nos paradigmas de LCC como nos de FSC, nas condições de mercado vigentes. O estudo reforça a necessidade urgente de mecanismos de apoio político de larga escala, da estabilização dos preços do SAF e de uma otimização estratégica das frotas, de forma a mitigar os custos decorrentes das exigências de sustentabilidade. Adicionalmente, a investigação evidencia a diversidade setorial na sensibilidade às variações nos custos de combustível, com companhias de baixo custo, como a Ryanair, potencialmente mais aptas a beneficiar, em menor prazo, de futuras reduções nos custos do SAF, ao passo que FSC’s, como a Emirates, poderão necessitar de transformações estruturais mais profundas ou de ajustamentos regulatórios para manter a rentabilidade sob regimes sustentáveis de combustível.
This study examines the economic implications of incorporating SAF into the daily operations of commercial airlines, particularly up to the legally permitted blend ratio in aircraft fuel tanks. The research emerges from the growing imperative to align aviation activities with global sustainability objectives and the mounting pressure from regulators, stakeholders, and consumers to adopt more environmentally responsible practices. Despite ongoing advancements in aerospace efficiency and emissions abatement technologies, SAF continues to play a marginal role in global commercial aviation due to its limited availability and higher cost per litre compared to CAF. Although SAF can reduce CO₂ emissions by up to 80%, the high unit cost associated with its production—driven by constrained supply chains, immature production infrastructure, and limited economies of scale—renders its adoption economically unfeasible under current market conditions, particularly when compared to legacy jet fuels. To quantify this economic impact and explore viable offsetting mechanisms, the SeCA Model—an original framework developed by the author—was employed. This model is structured around a two-phase assessment: a data-driven economic impact evaluation of operating with SAF, followed by the implementation of three revenue-rebalancing solutions designed to restore the Net Result to a neutral state. The methodology leverages empirical data from the subject airlines' financial reports, applies fuel-cost transformation formulas, and performs impact modelling based on operational margins, passenger volumes, and pricing strategies. The SeCA Model was applied to Ryanair and Emirates—two fundamentally distinct carriers. These two case studies were selected to capture the economic heterogeneity of the global commercial aviation market, offering a valuable contrast between low-cost and full-service business models when exposed to SAF-related costs. The analysis considered several SAF variants, each with distinct €/L pricing and production pathways, to simulate a realistic range of fuel cost burdens under a 50% SAF blend scenario, consistent with current regulatory limits. Results from the SeCA Model revealed that, across all SAF types, except for SAF-B [N] in Ryanair’s case, both carriers experienced a marked deterioration in Net Result due to increased fuel expenses. Notably, SAF-B [N] was he only scenario where an airline achieved break-even performance, attributed solely to this SAF variant’s highly competitive €/L pricing, which undercut Ryanair’s average conventional fuel procurement cost. For Emirates, however, even this most economically favourable SAF scenario resulted in negative profitability due to its lower baseline fuel cost per litre, thereby reinforcing the notion that SAF adoption currently lacks economic parity with CAF. Following this impact determination, the model tested three proposed mitigation strategies: Solution +PAX (increasing the number of revenue passengers at a constant average fare), Solution +FARE (raising the average fare with a static passenger volume base), and Optimal Solution (a hybrid equilibrium between the two strategies). The CVM approach was employed to empirically measure passengers’ WTP for fare increases under the premise of contributing to environmental sustainability via SAF usage. Findings demonstrated that, in both case studies, the observed WTP levels—though indicative of a growing environmental awareness—remained insufficient to support Solution +FARE economically. The price elasticity of demand, particularly in Ryanair’s cost-sensitive market segment, further exacerbated the impracticality of fare adjustments as a standalone solution. In conclusion, the application of the SeCA Model to Ryanair and Emirates confirms the current economic infeasibility of SAF in both low-cost and full-service paradigms under present market conditions. It reinforces the urgent need for large-scale policy support mechanisms, SAF price stabilisation, and strategic fleet optimisation to offset sustainabilityrelated costs. Moreover, the research highlights the sectoral diversity in sensitivity to fuel cost shifts, with LCCs, such as Ryanair, potentially benefiting more rapidly from future reductions in SAF costs. At the same time, FSCs, such as Emirates, may require deeper structural transformations or regulatory adjustments to maintain profitability under sustainable fuel regimes. K

Descrição

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo