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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A integração de cuidados em saúde assume relevância perante o
envelhecimento populacional, o aumento das doenças crónicas, a escassez de
recursos e as desigualdades sociais; exigindo modelos organizacionais
coordenados e centralidade na pessoa. Este estudo analisa a perceção dos
enfermeiros sobre a integração de cuidados no contexto das Unidades Locais de
Saúde em Portugal; sustentado no Rainbow Model of Integrated Care de
Valentjin. O estudo teve como objetivos: identificar a perceção do enfermeiro
sobre a integração de cuidados nas diferentes dimensões (clínica, profissional,
organizacional, sistémica, funcional e normativa) e no âmbito da intervenção;
identificar a perceção sobre a gestão e liderança neste processo; identificar
fatores facilitadores, dificultadores e soluções propostas. Trata-se de um estudo
qualitativo de caráter exploratório-descritivo; em que participaram dezoito
enfermeiros de uma Unidade Local de Saúde do norte de Portugal, com pelo
menos cinco anos de experiência. Os dados foram recolhidos por entrevistas
semiestruturadas e foram analisados segundo a análise de conteúdo de Bardin.
Na análise emergiram três domínios: perceções sobre integração de cuidados
segundo o modelo de Rainbow; perceções sobre gestão e liderança; e perceções
sobre fatores críticos. Os enfermeiros percepcionam a integração de cuidados
como um processo em desenvolvimento; sustentado pela colaboração
interprofissional; liderança clínica e governação partilhada. Foram identificados
fatores facilitadores: como proximidade geográfica, comunicação eficaz e
continuidade de cuidados; fatores dificultadores: défice de recursos, resistência
à mudança e falta de interoperabilidade dos sistemas de informação. Na
liderança e gestão em enfermagem destaca-se a motivação, coordenação e
desenvolvimento das equipas. Em conclusão; a integração de cuidados;
baseada no modelo de Valentijn; requer articulação entre níveis micro; meso e
macro; e o enfermeiro gestor tem um papel central neste processo.
The integration of healthcare services has gained increasing relevance in response to population ageing, the rising prevalence of chronic diseases, resource constraints, and social inequalities. These challenges necessitate coordinated organizational models and a person-centred approach to care. This study explores nurses’ perceptions of care integration within Local Health Units (Unidades Locais de Saúde) in Portugal, using Valentijn’s Rainbow Model of Integrated Care as the conceptual framework. The objectives were to examine nurses’ views on the various dimensionof integration—clinical, professional, organizational, systemic, functional, and normative; to analyse their perspectives on management and leadership within this process; and to identify perceived facilitators, barriers, and proposed solutions. A qualitative, exploratory–descriptive design was employed. Eighteen nurses from a Local Health Unit in northern Portugal, each with a minimum of five years’ professional experience, participated in semi-structured interviews. Data were analysed using Bardin’s content analysis method. Three thematic domains emerged: (1) perceptions of care integration according to the Rainbow Model; (2) perceptions of management and leadership; and (3) perceptions of critical factors. Nurses described care integration as an evolving process, supported by interprofessional collaboration, clinical leadership, and shared governance. Facilitating factorsincluded geographical proximity, effective communication, and continuity of care, while barriers encompassed resource shortages, resistance to change, and limited interoperability of information systems. The findings underscore that integrated care, grounded in Valentijn’s model, requires articulation across the micro, meso, and macro levels. Nurse managers play a pivotal role in fostering coordination, motivation, and team development throughout this process.
The integration of healthcare services has gained increasing relevance in response to population ageing, the rising prevalence of chronic diseases, resource constraints, and social inequalities. These challenges necessitate coordinated organizational models and a person-centred approach to care. This study explores nurses’ perceptions of care integration within Local Health Units (Unidades Locais de Saúde) in Portugal, using Valentijn’s Rainbow Model of Integrated Care as the conceptual framework. The objectives were to examine nurses’ views on the various dimensionof integration—clinical, professional, organizational, systemic, functional, and normative; to analyse their perspectives on management and leadership within this process; and to identify perceived facilitators, barriers, and proposed solutions. A qualitative, exploratory–descriptive design was employed. Eighteen nurses from a Local Health Unit in northern Portugal, each with a minimum of five years’ professional experience, participated in semi-structured interviews. Data were analysed using Bardin’s content analysis method. Three thematic domains emerged: (1) perceptions of care integration according to the Rainbow Model; (2) perceptions of management and leadership; and (3) perceptions of critical factors. Nurses described care integration as an evolving process, supported by interprofessional collaboration, clinical leadership, and shared governance. Facilitating factorsincluded geographical proximity, effective communication, and continuity of care, while barriers encompassed resource shortages, resistance to change, and limited interoperability of information systems. The findings underscore that integrated care, grounded in Valentijn’s model, requires articulation across the micro, meso, and macro levels. Nurse managers play a pivotal role in fostering coordination, motivation, and team development throughout this process.
Descrição
Palavras-chave
Integração de cuidados de saúde Unidade Local de Saúde Enfermagem Gestão em Enfermagem Liderança Enfermeiro gestor Cuidados Centrados na Pessoa
