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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo tem o propósito de analisar o design de comunicação, através dos seus discursos e experiências, orientados por uma prática crítica. Compreendendo a disciplina na sua evolução histórica, detendo-nos particularmente no início dos anos sessenta, propomo-nos analisar a transição do design de comunicação como uma ferramenta de mercado para o seu alargamento enquanto fenómeno cultural, tornando esta prática um campo disciplinar mais consciente e crítico. Importa-nos, por isso, também, tratar a exploração do design de comunicação numa perspetiva emancipatória, de forma a esclarecer e questionar as alterações que permitiram a sua autonomia disciplinar e progressiva emancipação.
Desta forma, relevância como orientação para o trabalho, no que concerne ao design de comunicação como prática crítica, autores como Ken Garland, Anthony Dunne e Fiona Raby e Francisco Laranjo, fundamentais para o início da pesquisa e para situar a questão proposta nesta investigação, isto é, a construção crítica da disciplina do design como meio de emancipação disciplinar. No âmbito da contextualização histórica e da sua importância para o questionamento e debate crítico são tidos em conta os discursos de Norman Potter, Beatriz Colomina, Alexandra Midal, Richard Hollis e William Morris. Na construção da argumentação são notadas referências a Victor Papanek e Ruben Pater, sobretudo no que concerne à reavaliação do impacto da prática no contexto envolvente e a forma como esta se relaciona com o mesmo. No que toca à exploração dos discursos emancipatórios do design, são guias para a reflexão autores como Alexandra Midal, e, num plano mais filosófico, Jacques Rancière.
Finalmente, o objetivo deste estudo é, não só esclarecer estas problemáticas mais teorizantes, mas também relacioná-las com algumas práticas exemplares do design de comunicação, de forma a compreender a disciplina como campo de construção crítica enquanto exercício especulativo, prática participativa e catalizador de debate, de reflexão e negociação, propondo questões como:
Que mudanças no design contribuíram para a sua transição de uma ferramenta de mercado para meio de debate cultural e prática mais consciente e crítica?
Como é que a exploração crítica do design de comunicação sob uma perspetiva emancipatória pode contribuir para uma prática mais interviniente e comunitária?
De que forma o debate, a consciência histórica e prática crítica contribuem para
a reavaliação do design no contexto social e cultural?
Descrição
Palavras-chave
Critical Design Autonomia Emancipação Responsabilização Participação
