ESESJC - Mestrado em Enfermagem de Reabilitação - Dissertações/Relatórios/Projetos
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- Atividade Física e Qualidade de Vida dos Enfermeiros Especialistas em Reabilitação: Um Estudo Descritivo e Correlacional na Região Autónoma da MadeiraPublication . Freitas, Válter; Gouveia, BrunaA atividade física está associada a melhores níveis de qualidade de vida em vários grupos etários, tendo um grande impacto para a saúde. Os estudos das relações entre a atividade física e a qualidade de vida em enfermeiros especialistas de reabilitação são escassos. Os objetivos deste estudo foram: (1) caracterizar o nível de atividade física e de qualidade de vida dos enfermeiros especialistas em reabilitação da Região Autónoma da Madeira em função do seu contexto de prática laboral; (2) investigar as diferenças na atividade física e na qualidade de vida associadas ao género e à idade; e (3) investigar as associações entre a atividade física e a qualidade de vida. A amostra foi composta por 114 enfermeiros especialistas em reabilitação que desempenhavam funções no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira. A caracterização geral dos enfermeiros especialistas em reabilitação foi obtida através de um questionário geral. A atividade física e a qualidade de vida foram avaliadas por questionários validados para a população portuguesa. Os resultados indicaram que 65,8 % dos enfermeiros especialistas em reabilitação praticam algum tipo de atividade física. Não foram identificadas diferenças no score da atividade física em função dos contextos de prática laboral. No que respeita à qualidade de vida, os enfermeiros especialistas em reabilitação dos cuidados de saúde primários reportaram scores na função física mais baixos comparativamente aos restantes contextos. Por outro lado, os enfermeiros especialistas em reabilitação das Unidade de Internamento de Longa Duração apresentaram scores mais baixos no desempenho emocional. Os enfermeiros especialistas em reabilitação masculinos são mais ativos (p<0,010) e apresentam scores mais elevados na função física da qualidade de vida (p=0,002). Não foram encontradas diferenças associadas à idade na atividade física nem qualidade de vida entre os enfermeiros especialistas em reabilitação. Finalmente, verificou-se uma correlação positiva entre o score total de atividade física e a qualidade de vida nas componentes física e mental (0,191> r <0,214; p<0,005). A prática de atividade física entre os enfermeiros especialistas em reabilitação é elevada, particularmente no género masculino. O desempenho emocional e a função física da qualidade de vida variam em função do contexto laboral. Este estudo em enfermeiros especialistas em reabilitação comprova a relação positiva que existe entre a atividade física e a qualidade de vida.
