ESEP - Comunicações
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESEP - Comunicações por assunto "Adolescência"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Apoio parental: percepções dos adolescentes com diabetes mellitus tipo 1Publication . Couto, Fátima; França, Ana PaulaO apoio parental tem sido descrito como um factor relevante no processo de adesão ao regime terapêutico entre adolescentes. Assim, consideramos pertinente conhecer os sentidos atribuídos pelos adolescentes às atitudes de apoio parental, que se relacionam, quer com os autocuidados da diabetes, quer com a vida do adolescente em geral. Para a colheita de dados foi elaborado um questionário, nomeado “Questionário de Apoio Parental” (QAP) e aplicado a uma amostra constituída por 87 adolescentes. O tratamento de dados foi feito através de uma Análise em Componentes Principais (ACP) e de análise de conteúdo. Dos resultados da ACP surgiram três dimensões de apoio parental: Apoio Emocional; Apoio Instrumental e Controlo Parental. Da análise de conteúdo, emergiram sentidos positivos e negativos, atribuídos às atitudes parentais, dependentes da frequência com que as mesmas se manifestam. Dos sentidos positivos destacam-se a preocupação, o interesse e a confiança parental. Dos sentidos negativos destacam-se a falta de confiança, a falta de autonomia e de privacidade, o desinteresse, a falta de incentivo e falta de atenção. Tomando como base o Modelo de Parceria de Cuidados (Casey, 1988), os resultados obtidos permitem a intervenção com pais e adolescentes, no sentido de promover a adaptação da unidade familiar à doença. No mesmo sentido, podem também ser prevenidos conflitos relacionados com o processo de adesão ao regime terapêutico, bem como baixos níveis de adesão decorrentes de conflitos entre pais e adolescentes.
- A escola, a adolescência e a formação dos enfermeiros dos cuidados de saúde primários portugueses sobre sexualidadePublication . Brás, Manuel; Figueiredo, Maria; Ferreira, Maria Manuela; Coelho, Ana SofiaIntrodução: A saúde e o bem-estar dos adolescentes são hoje evidenciados como determinantes do desenvolvimento humano, a afetividade, a formação de personalidades moral e socialmente sólidas relativamente à sexualidade, passam por atitudes pedagógicas, particularmente na adolescência, porque podem influenciar a saúde (Moura 1992). Promover a compreensão da sexualidade é tão imperativo, que seria inconcebível deixar ao acaso (Young 1995; Prazeres 1998). Se este processo adolescente decorrer de forma saudável, a sexualidade evoluirá sem grandes receios e ansiedades (Sampaio 2006). Metodologia: Quantitativa, amostra aleatória composta por 1735 enfermeiros que exerciam em 226 centros de saúde de Portugal. Colheita de dados feita por questionário, respeitando as considerações éticas. RESULTADOS: Dos enfermeiros (67,3%), considera que a escola não lhe proporcionou formação sobre sexualidade. Enfermeiros dos Açores (56,1%), Madeira (38,4%) e Sub-regiões Saúde Viana Castelo (48,8%), Porto (41,6%), Lisboa (35,4%), Guarda (34,7%), Castelo Branco (32,7%) apresentam percentagens superiores à média relativamente à formação sobre sexualidade. Análise replicada às Regiões de Saúde, permite inferir que os enfermeiros do Norte (36,3%), Açores (56,1%) e Madeira (38,4%) sugerem ter recebido formação sobre sexualidade. Discussão: Enfermeiros com formação sobre sexualidade, têm idades entre 22-30 anos. Da análise estatística (p<0,01) podemos inferir que a formação sobre sexualidade dos enfermeiros, não é independente da escola frequentada, nem da Sub-região (p<0,001) e Região de Saúde (p<0,001) onde trabalham. Conclusão: Enfermeiros com 22-30 anos têm 2,736 vezes mais probabilidades da escola lhes ter proporcionado formação sobre sexualidade que enfermeiros com idades entre 31-68 anos. Enfermeiros de escolas privadas apresentam 1,367 vezes maiores probabilidades de ter recebido formação sobre sexualidade que os das escolas públicas. Educação afectivo-sexual deve entender-se como direito de todos, colaborando a família, a escola e a saúde pelo que é imperativo que as escolas repensem os seus programas nesta área.
