EN - LISNCH - Linha de Investigação em Saúde Naval e Comportamento Humano
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- Aumento da eficácia da liderança utilizando a metodologia 6W2HPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaA rápida evolução das operações marítimas globais reforça a necessidade de uma liderança adaptada nas forças navais. Particularmente para a Marinha Portuguesa, o ambiente operacional dinâmico exige militares que sejam não só tecnicamente proficientes, mas também competentes em liderança, comunicação e gestão. A liderança é uma habilidade crucial para qualquer organização, incluindo a Marinha Portuguesa. O propósito deste artigo é mostrar como é que a Marinha Portuguesa ensina o seu modelo de liderança, através do desenvolvimento de competências adequadas e como melhorar a eficácia das ações de liderança, com a introdução da metodologia 6W2H durante a fase de planeamento da ação. A liderança de equipas pode ser genericamente operacionalizada, enquanto processo social e dinâmico de resolução de problemas, tendo por base um conjunto de comportamentos promovidos pelo líder em torno das seguintes funções de liderança: busca e elaboração de informação relevante para a equipa; uso dessa informação na tomada de decisão; gestão dos recursos humanos disponíveis e gestão dos recursos materiais. A educação e o desenvolvimento de habilidades de liderança funcional na Marinha Portuguesa incluem aulas teóricas e práticas. O aspeto teórico é abordado pelos cursos de Comportamento Organizacional, Liderança e Trabalho em Equipe. A parte prática é abordada por exercícios envolvendo tarefas práticas de liderança (TPL´s), que no desenvolvimento da competência de clarificar a estratégia, nomeadamente no desenvolvimento do plano de ação, introduz a metodologia 6W2H. Os resultados referem-se a vários anos de experiência em ensino de liderança e ao compartilhamento das lições aprendidas mais significativas. A eficácia dos líderes é medida pela produtividade das equipes lideradas, que avalia se as equipes alcançam o objetivo final definido para cada tarefa. Como regra, as habilidades de liderança das equipes funcionais (clarificar a situação, clarificar a estratégia, coordenar e facilitar a aprendizagem), bem como a fase de planeamento 6W2H são avaliadas usando grelhas de observação comportamental. Verifica-se um acréscimo em termos da eficácia das ações de liderança quando se introduz a metodologia 6W2H, quando comparada com a eficácia das ações de liderança apenas das TPL´s, sugerindo implicações práticas para as organizações.
- Definições, conceitos e teoriasPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaA liderança é uma habilidade fundamental em várias áreas da vida, incluindo o ambiente militar. A liderança refere-se à habilidade de inspirar, influenciar e guiar um grupo de pessoas na consecução de objetivos comuns, promovendo o crescimento e a colaboração. A liderança militar envolve a capacidade de comandar, inspirar e tomar decisões estratégicas para garantir a eficácia operacional das forças armadas, promovendo disciplina e unidade entre os membros.
- Desafios da liderança intergeracional na Marinha PortuguesaPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaA compreensão dos desafios geracionais da liderança na Marinha Portuguesa, é de particular importância no contexto atual. Em virtude das rápidas transformações sociais e tecnológicas, as diferenças entre as gerações são cada vez mais visíveis, afetando as formas de comunicação, as expectativas de carreira e os valores no local de trabalho. Na Marinha, onde coexistem militares de várias gerações com perspetivas distintas sobre dever, hierarquia e inovação, a gestão intergeracional torna-se essencial para a manutenção da coesão e eficácia das equipas. A presença de diversas gerações — Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z — traz dinâmicas intergeracionais que impactam a coesão, eficácia e gestão de equipas. O presente capítulo visa compreender como as diferenças de valores, perceções e expectativas influenciam as práticas de liderança, bem como a comunicação e a motivação. A investigação tem como objetivos: identificar as principais diferenças geracionais ao nível das perceções, valores e atitudes; analisar o impacto dessas diferenças na liderança de equipas; compreender a perceção dos militares quanto ao apoio prestado pela cultura organizacional da Marinha; e propor recomendações práticas para uma liderança mais eficaz e adaptada ao contexto intergeracional. Os resultados mostram que, embora existam diferenças geracionais, estas não são deterministas. Destacam-se fatores como a aceitação diferenciada de críticas, a perceção desigual de apoio institucional e a coexistência de estilos de liderança tradicional e transformacional na mesma organização. Conclui-se que a geração a que um indivíduo pertence influencia as suas atitudes e práticas, mas não as determina. A liderança, sendo uma relação interpessoal, é moldada por múltiplos fatores, entre os quais o geracional. A capacidade de adaptação e a valorização da diversidade geracional revelam-se, assim, fundamentais para promover equipas mais coesas e eficazes no contexto da Marinha Portuguesa.
- Educating naval leaders for the age of artificial intelligencePublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Soares, Ivo; Martins, C.; Frias, Armindo; Água, Pedro B.; Edições MarinhaArtificial Intelligence (AI) is transforming the operational environment of modern armed forces by accelerating information processing, expanding situational awareness, and supporting complex decision-making processes. However, while technological capabilities continue to evolve rapidly, the fundamental challenge lies in preparing future leaders to integrate algorithmic outputs with human judgment, ethical responsibility, and mission command principles. This paper explores the pedagogical implications of educating naval officers for leadership in AI-augmented operational environments. Drawing on contemporary literature in leadership, human-AI collaboration, and military decision-making, the study examines how traditional command philosophy, particularly Mission Command and the OODA (Observe-Orient-Decide-Act) cycle, must be reinterpreted within a socio-technical system where humans and intelligent systems interact continuously. The paper argues that the core challenge of leadership in the AI era is not technological adoption itself but the development of critical competencies that allow leaders to supervise, question, and appropriately integrate algorithmic recommendations into operational decision-making. From an educational perspective, the article proposes a pedagogical framework aimed at developing what may be termed the "Human Dividend": the strategic advantage that emerges when advanced technologies are combined with superior behavioralbehavioural competencies such as ethical judgment, trust management, critical thinking, and psychological safety within teams. The framework emphasizes the importance of AI literacy, trust calibration between humans and intelligent systems, and the preservation of human accountability in high-stakes environments. The paper further discusses how military higher education institutions can incorporate these competencies into leadership curricula through scenario-based learning, decision simulations, and reflective training focused on human-machine collaboration. By repositioning leadership education as a key enabler of responsible AI integration, the study highlights the role of pedagogical innovation in preparing officers capable of navigating complex operational environments shaped by artificial intelligence.
- O ensino da liderança na Marinha PortuguesaPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaA Escola Naval tem por missão formar os oficiais da Marinha nas especialidades e domínios necessários ao cumprimento das missões da Marinha. Isto implica o desenvolvimento para a condução do comando, direção e liderança. Este artigo descreve o modelo de ensino de liderança na Escola Naval, através das seguintes componentes: (i) a dimensão científica e tecnológica, destinada a satisfazer as qualificações profissionais para o desempenho de funções técnicas; (ii) a dimensão comportamental, baseada em sólida formação militar, moral e cívica, com vista a desenvolver as qualidades de comando, direção e liderança; e (iii) a preparação física e o treino militar, destinados a conferir a aptidão física e os treinos indispensáveis ao cumprimento das missões. Os métodos utilizados assumem domínios distintos da liderança. São apresentados os resultados respeitantes a vários anos de ensino da liderança. A eficácia dos líderes é medida através da produtividade das equipas lideradas, no atingir do objetivo final definido para cada tarefa. As competências de liderança das equipas funcionais (clarificação da situação, clarificação da estratégia, coordenação e facilitação da aprendizagem) são avaliadas através de grelhas de observação comportamental, sugerindo implicações práticas para as organizações.
- Evolução do ensino da liderança na MarinhaPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições Marinha
- A Importância da Liderança na Saúde Mental das OrganizaçõesPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaA gestão e liderança da saúde mental nas organizações é um elemento estratégico fundamental para garantir o bem-estar dos colaboradores e a sustentabilidade dos resultados empresariais. Esta abordagem vai muito além de uma preocupação ética; representa uma alavanca para o aumento da produtividade, redução do absentismo e promoção de um clima organizacional saudável. Desta forma, os gestores e líderes organizacionais deverão preocupar-se em garantir que os seus colaboradores estejam mentalmente saudáveis, de forma a apresentarem maior capacidade de concentração, criatividade e motivação. Uma boa gestão dos problemas de saúde mental vai melhorar as faltas por absentismo e do fenómeno do presenteísmo — quando os colaboradores estão fisicamente presentes, mas com baixo desempenho. Investir na saúde mental contribui para a presença ativa e produtiva. Por outro lado, ambientes de trabalho que promovam o bem-estar emocional tendem a reter talentos com mais facilidade e a atrair profissionais qualificados. A valorização da saúde mental melhora a satisfação laboral e fortalece a cultura organizacional. Líderes que demonstram preocupação com a saúde mental criam um ambiente de trabalho mais positivo, onde a comunicação é aberta e a colaboração é incentivada. Torna-se também uma obrigação legal, em Portugal e na União Europeia, uma vez que as organizações são cada vez mais chamadas a cumprir normas que protegem a saúde física e mental dos trabalhadores. Além do cumprimento legal, há uma crescente valorização da responsabilidade social empresarial, da qual a saúde mental é um pilar. As equipas saudáveis são mais capazes de se adaptar às mudanças e lidar com crises. A gestão da saúde mental fomenta a resiliência organizacional e a capacidade de inovação, essenciais num ambiente económico e social volátil. A liderança que prioriza a saúde mental contribui para uma cultura organizacional que valoriza o bem-estar, a empatia e a inclusão, o que pode impactar positivamente a imagem da empresa. Em suma, a gestão da saúde mental é uma componente crítica para a competitividade e sustentabilidade das organizações modernas. Ignorá-la representa não apenas um risco humano, mas também um custo financeiro significativo.
- IntroduçãoPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaO Manual de Liderança Naval editado em 2024 (Edições Marinha, 2024), muito virado para aplicações práticas das várias teorias de liderança atuais, foi resultado de vários estudos elaborados pelos autores, no âmbito de programas de mestrado, doutoramento ou pesquisas de campo realizadas com as Forças Armadas e com a Marinha Portuguesa, com o intuito de fornecer orientações e doutrina na importante temática da liderança, e permitir que as organizações pudessem ser mais competentes do ponto de vista da liderança e da gestão.
- A liderança e a ética militarPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições Marinha
- A liderança na era da guerra cognitivaPublication . Silva, Miguel Nuno Machado da; Edições MarinhaA evolução da conflitualidade no século XXI, marcada pela ascensão da guerra híbrida e, mais recentemente, da guerra cognitiva, coloca novos desafios às conceções tradicionais de liderança, particularmente nos domínios político, militar e estratégico. A guerra cognitiva, enquanto prática orientada para a influência, manipulação e controlo dos processos de perceção, decisão e comportamento de indivíduos e populações, desloca o centro de gravidade do conflito do domínio físico para o domínio mental. Neste contexto, a liderança deixa de se concentrar exclusivamente na gestão de recursos materiais e na condução de operações cinéticas, passando a envolver a capacidade de orientar sentidos, valores, narrativas e confiança social. Este capítulo analisa criticamente o papel da liderança na era da guerra cognitiva, explorando as transformações exigidas aos líderes face a um ambiente caracterizado pela ambiguidade entre paz e guerra, pela centralidade da informação e pela instrumentalização das tecnologias emergentes. Argumenta-se que a eficácia da liderança contemporânea depende, em larga medida, da sua capacidade de compreender e atuar no domínio cognitivo, promovendo resiliência individual e coletiva e salvaguardando princípios éticos e democráticos.
