ESAE - Dissertações de Mestrado
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Browsing ESAE - Dissertações de Mestrado by Field of Science and Technology (FOS) "Ciências Agrária"
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- Estudo em duas explorações certificadas de bovinos de carne segundo as regras do Modo de Produção BiológicoPublication . Tendeiro, Raquel Filipa Soças; Pacheco de Carvalho, Maria da Graça Teles de SousaO Modo de Produção Biológico (MPB) é um sistema de gestão que combina as melhores práticas produtivas, de forma a preservar os recursos naturais, a longo prazo, o bem-estar animal e a preservação da biodiversidade, devido à preocupação das gerações futuras relativas à obtenção de produtos e processos naturais. O presente relatório ocorreu no ano de 2022, tendo como objetivo principal a realização de um estudo em duas explorações certificadas de bovinos de carne, segundo as regras do MPB. As duas explorações têm parcelas contíguas, encontrando-se uma em MPB e a outra em conversão para MPB. Foram realizadas análises de solo de cada uma das parcelas, verificando-se que as parcelas de pastagens permanentes contíguas apresentaram menores diferenças relativamente ao observado nas parcelas contíguas de prados temporários. Foi possível ainda verificar que, ambas as explorações, ao contrário da maioria dos solos em Portugal Continental, não apresentaram níveis de pH ácidos. A nível das pastagens permanentes e prados temporários foi verificado ainda que a relação Ca/Mg em ambas as explorações, se encontrava alta e muito alta, o que não é o desejável, pois significa que existe carência de Mg a nível das pastagens e forragens, prejudicando-as em termos qualitativos e quantitativos, podendo ainda ser prejudicial aos animais. No que diz respeito ao cumprimento dos requisitos da certificação, foi verificado, através da visita de campo/controlo, que ambas as explorações cumpriam as regras do MPB e, quais as diferenças de uma exploração em MPB para uma exploração em conversão. Por último, foi realizado um inquérito a trinta produtores (quinze em MPB e quinze em conversão) sobre o MPB de forma a entender o que os levou a implementar este modo de produção. Todos os inquiridos responderam o benefício financeiro como principal razão para aderirem a este modo de produção.
- Fenologia do desenvolvimento das inflorescências e outros parâmetros da floração em variedades de oliveiraPublication . Branca, Ana Patrícia da Silva; Cordeiro, Ana; Inês, CarlaAs projeções climáticas alertam para intensas modificações do clima, nomeadamente na península Ibérica. Os desafios que a olivicultura irá enfrentar, em particular nesta região do globo, e como irão as diferentes variedades reagir é uma preocupação crescente para todo o setor. O presente trabalho foi desenvolvido no ano de 2022 e teve como foco a fenologia do desenvolvimento das inflorescências e da floração, parâmetros ligados com a qualidade da flor e as interações que se estabeleceram com a produção anterior. As oliveiras estão instaladas na Coleção Portuguesa de Referência de Oliveira (CPRCO) e foram selecionadas 11 variedades: 2 autóctones de Espanha (‘Picual’ e ‘Arbequina’); e 9 autóctones de Portugal (‘Maçanilha de Tavira’, ‘Galega Vulgar’, ‘Galego de Évora’, ‘Conserva de Elvas’, ‘Blanqueta de Elvas’, ‘Tentilheira’, ‘Azeiteira’, ‘Judiaga’ e ‘Bico de Corvo’). A escala de estados fenológicos utilizada foi a BBCH. O abrolhamento teve início a 17 de março com a manifestação do estado 51 dominante. O período de floração das variedades foi, essencialmente, durante o final da 1.a quinzena de maio. Para a maioria das variedades, a plena floração (PF) foi de 3 dias, e o máximo foi de 5 dias (‘Conserva de Elvas’ e ‘Galego de Évora’). A data média de PF variou entre 11 (‘Conserva de Elvas’) e 15 (‘Galego de Évora’) de maio. A maioria dos materiais teve carga floral muito baixa (≤ 20 % da copa com inflorescências), exceto ‘Tentilheira’ que apresentou o nível máximo. Com boa qualidade da flor destacou-se ‘Azeiteira’ (proporção de flores perfeitas variou entre 65 % e 81 %), seguida de ‘Blanqueta de Elvas’ e ‘Maçanilha de Tavira’. Verificou-se a existência de diferenças entre variedades ao nível do número de inflorescências por 10 cm de ramo frutífero, número total de flores por inflorescência, e número de flores perfeitas por inflorescência. A produção das oliveiras no ano anterior (2021) e o número de flores perfeitas por inflorescência apresentaram correlações positivas e também negativas em algumas variedades. Houve variabilidade no comportamento e nos mecanismos de resposta das variedades às condições climáticas prevalecentes.
