INMLCF - Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, IP
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O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I. P., é um instituto público tutelado pelo Ministério da Justiça, tem a natureza de Laboratório do Estado e é considerado instituição nacional de referência na área da medicina legal e ciências forenses. Com sede em Coimbra, dispõe de 3 Delegações (Porto, Coimbra e Lisboa) e uma rede de gabinetes médico-legais e forenses com cobertura no território nacional.
O INMLCF tem como missão assegurar as perícias médico-legais e forenses, a coordenação científica da atividade na área da medicina legal e ciências forenses, promover a formação e investigação, superintender e orientar a atividade dos serviços médico-legais.
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Percorrer INMLCF - Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, IP por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais"
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- Colheitas nos GMLF para Investigações de Parentesco do SGBF-NPublication . Ferreira da Silva, Benedita; Amorim, António; Pereira, Maria JoãoO SGBF é responsável pela realização de perícias de Investigação de Parentesco, Criminalística e Identificação Individual. As perícias de IP correspondem a cerca de 20-30% da totalidade das perícias no SGBF-N. Frequentemente reveste-se de necessidade recorrer aos GMLF para a realização da colheita a intervenientes em IP considerando a área de residência das mesmas. Para uma boa realização da perícia e recolha da informação necessária, o SGBF-N fornece aos GMLF normas de colheita, que se encontram em revisão para incluir as novas especificidades do SIIMP. Neste trabalho pretende-se reforçar alguns pontos técnicos e esclarecer questões mais documentais. Com a implementação do SIIMP é possível aos GMLF preencherem diretamente as informações solicitadas em IP na própria requisição de ”Colheita de material biológico”. Na pestana ”Relatório /Exames” deve ser adicionado o exame ”Colheitas em local distinto da realização da perícia - Outros (0,3 UC)”. Na pestana ”contentores” adiciona-se um único contentor para o interveniente, sendo possível preencher informações da identificação do mesmo, bem como informações relevantes para a avaliação da perícia, nomeadamente se já fez transfusão de sangue ou transplante de órgãos. O auto de colheita sai automaticamente preenchido do SIIMP, e após assinado, deve ser feito o seu upload na localização própria. Os outros documentos que devem constar numa colheita de IP são cópia do documento de identificação, declaração de conhecimento e fotografia, caso apenas alguns dos intervenientes da perícia compareçam no GMLF. Os documentos devem ser colocados na pestana ”Anexos” da requisição, com a categoria ”Documentos de colheita”, pois caso seja escolhida outra categoria, o perito do SGBF não conseguirá aceder aos mesmos. Devem ser sempre colhidas duas zaragatoas a cada interveniente e adicionadas ao contentor. Para tal, no campo ”Agrupador” deve ser selecionado "Zaragatoas” e no campo ”Tipo de amostras” selecionar ”Zaragatoa bucal (refª)”. Não é necessário preencher informação sobre o vestígio suspeito, uma vez que este campo só se aplica nas amostras colhidas no âmbito de perícias de Criminalística. O uso exclusivo de zaragatoas deve-se ao facto de ser um método menos invasivo e foi deliberado em Conselho Diretivo. Em casos excecionais pode-se revestir de necessidade a recolha de outro material biológico, sendo a escolha primordial a punção do dedo (mancha de sangue). As amostras devem ser devidamente identificadas, não podem suscitar quaisquer dúvidas sobre a sua origem. Quando concluído o procedimento, o perito médico deve proceder ao envio das amostras para a Cadeia de Custódia, clicando no botão respetivo no contentor, para posterior envio para o SGBF-N e concluir o exame na pestana ”Relatório/Exames”. A faturação é da responsabilidade do GMLF, que deve cobrar 0.3UC por pessoa e não por amostra colhida. O SIIMP veio facilitar a colaboração SGBF-GMLF neste procedimento.
- A evolução e o impacto do SIIMP no SGBFPublication . Ferreira da Silva, Benedita; Lopes, Virginia; Afonso Costa, Heloísa; Amorim, AntónioO SIIMP revolucionou a forma de comunicação entre os diferentes serviços do INMLCF. Para cada serviço foi criado um módulo SIIMP adequado à sua atuação pericial. O SIIMP permitiu a introdução da política de ”processo único” o que o constituiu um benefício na transmissão, compilação e compreensão das informações e atuações de cada serviço em cada processo pericial. Os primeiros módulos do SIIMP: Genética, Toxicologia, Patologia e Anatomia Patológica, entraram em produção em novembro de 2023. O presente trabalho pretende mostrar a evolução do módulo do SGBF. Apesar da validação prévia, várias funcionalidades e permissões não se encontravam conforme o pretendido, pelo que correções e melhorias foram sendo implementadas à medida que iam sendo identificadas e reportadas. O SGBF iniciou o registo processual no SIIMP em novembro de 2023 e até janeiro de 2024 os registos foram realizados em duplicado, no SIIMP e StarLims, por forma a que pudessem ser identificados erros no seu funcionamento, sem prejuízo do trabalho pericial. Os relatórios e a faturação passaram a ser validados e enviados, diretamente do SIIMP, para o email da entidade requisitante, o que constituiu uma melhoria notável. Com a introdução do SIIMP no SGBF verificou-se um impacto significativo na organização processual de amostras provenientes da Patologia, com particular ênfase para o arquivo de manchas de sangue, deixando de ser criado novo registo com atribuição de processo SGBF. Também, em janeiro de 2024 com o módulo de Clínica a entrar em produção a interoperabilidade Genética-Clínica trouxe vantagens significativas, nomeadamente na transmissão de informação e indicações médicas relevantes, bem como o registo de todas as amostras colhidas, pelo perito médico, com as suas indicações e designações, sem necessidade de novo registo no SGBF. Em outubro de 2024 foi implementada outra funcionalidade com elevada potencialidade, a interoperabilidade CITIUS-SIIMP. Também esta funcionalidade necessitou de ajustes. O maior obstáculo encontrado relacionou-se com o facto de os serviços do Ministério Público e Tribunais criarem requisições diretamente no SIIMP. Muitas dessas requisições eram requisitadas a outro serviço do INMLCF, colocando em risco o devido seguimento no SGBF, por não serem conhecidas, o que implicou solicitações de transferência à RISI. Em 2025 o SIIMP torna-se o principal software de armazenamento dos documentos relacionados com as perícias médico legais, passando o EDOKLINK a ter um uso pontual. O SIIMP permitiu promover a uniformização do tratamento de toda a informação pericial não só entre o mesmo serviço em diferentes Delegações, assim como entre diferentes serviços médico legais e gabinetes médico legais, a nível nacional. No entanto, para que o SIIMP corresponda e permita que os profissionais do INMLCF beneficiem de toda a sua potencialidade, existem ainda lacunas na comunicação entre os diferentes serviços, que se pretende que possam ir sendo colmatadas.
- Validação do Ensaio Investigator 26Plex QS nos Laboratórios do Porto do SGBF: resultados preliminaresPublication . Magalhães, Paulo; Amorim, António; Ferreira da Silva, BeneditaIntrodução O SGBF-N é um serviço acreditado pelo IPAC, pelo que todos os reagentes e equipamentos em uso têm de ser validados internamente em função do PG-SGBF-001. Recentemente, foi adquirido um novo kit de amplificação, Investigator26Plex QS, que partilha 25 polimorfismos com o PowerPlex Fusion 6C, utilizadoatualmente no SGBF-N, possuindo ainda dois marcadores adicionais de controlo interno de qualidade. Estes possibilitam a avaliação da eficácia da amplificação, a integridade da amostra e a eventual presença de inibidores, apresentando-se como uma potencial alternativa aos kits atualmente em uso. Este trabalho pretende apresentar parte do processo de validação e consequentes resultados obtidos até à data pelo SGBF-N. Material e Métodos Numa primeira análise foram determinados os limiares analíticos, tendo, para tal, sido analisados 50 brancos de amplificação. Para a análise da especificidade foram analisadas diferentes espécies de animais somando 34 amostras no total. As amostras utilizadas para a análise da sensibilidade apresentaram um intervalo de concentração de ADN de 10-0,001ng/μL. De forma a otimizar recursos, foi reduzido o volume final de reação para metade do descrito na bula, assim como foi reduzido o número de ciclos, de 30 para 27. De modo a analisar os parâmetros reprodutibilidade e a repetibilidade, foram analisados o mesmo grupo de amostras em 3 dias diferentes, por 3 operadores diferentes. Em paralelo a todos os ensaios descritos, foram amplificadas amostras de natureza distinta - zaragatoas bucais extraídas com PrepFiler e Prep-n-Go, assim como manchas de sangue recolhidas post mortem e in vivo, extraídas e de forma direta - de modo a garantir que o kit mantém a eficácia. No procedimento laboratorial foram utilizados termocicladores GeneAmp PCR System 9700 e Veriti Thermal Cycler e o sequenciador 3500 Genetic Analyzer. Resultados e Discussão Na análise dos perfis genéticos das amostras animais, observou-se ausência total de amplificação permitindo concluir que o 26plex é exclusivo ao ADN humano. Analisados os resultados da sensibilidade verificou-se que partir da concentração 0,01ng/μl o kit começou a apresentar dropout alélico. Os resultados obtidos quando as mesmas amostras foram analisadas nas mesmas circunstâncias, mas em dias e por operadores diferentes mostraram-se sobreponíveis. A redução da quantidade de reagentes para metade e do número de ciclos para 27 permitiram a obtenção de perfis genéticos com os padrões de qualidade definidos pelo serviço. Conclusões Com os procedimentos efetuados foi possível proceder à otimização do kit, pretendendo continuar a validação futuramente para os parâmetros em falta, nomeadamente, análise de contaminação e presença de inibidores em amostras de referência, determinação de limiares de heterozigotia, entre outros. Com isto espera-se ter uma alternativa acreditada para a análise das amostras recebidas no SGBF-N.
