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- Framework para a redução de inventário numa empresa farmacêuticaPublication . Pereira, Lécio David; Catarino, JoãoA gestão de inventário desempenha um papel crítico na eficiência logística e financeira das empresas. O setor farmacêutico não é uma exceção, dado o seu carácter extremamente regulado, sensível ao tempo e com produtos de elevado valor. Segundo Ahmadi et al. (2022), “As despesas globais com cuidados de saúde representaram cerca de 9,8% do PIB mundial em 2019, atingindo 8,5 biliões de dólares. Os medicamentos representam aproximadamente 10 a 30% das despesas globais com saúde (McKone-Sweet et al., 2005), sendo que uma parte significativa destes medicamentos é perdida devido à má gestão de inventário e logística (Boerma et al., 2009).” (p.1 (Tradução livre do original em inglês.) Este trabalho tem como objetivo apresentar um framework (modelo) de melhorias no processo de gestão de inventário de uma empresa farmacêutica, com vista à redução de ineficiências, aumento da visibilidade operacional e otimização dos níveis de inventário. A investigação segue uma abordagem de estudo de caso, envolvendo a recolha de dados, análise documental e questionários aplicados a colaboradores-chave da organização. Através dos dados recolhidos, foram identificados os principais desafios enfrentados pela empresa, como previsões imprecisas, excesso ou falta de inventário de segurança e dificuldades de integração entre sistemas. Com base nos resultados, é apresentada uma proposta de melhoria fundamentada em boas práticas logísticas, Key Performance Indicator (KPI) e apoio de modelos estatísticos de previsão robustos, como Autoregressive Integrated Moving Average (ARIMA), Holt-Winters e Prophet. A proposta visa não só a eficiência operacional, mas também a conformidade regulatória. Este estudo contribui para o conhecimento aplicado da gestão de inventário no setor farmacêutico e oferece uma base prática para futuras intervenções organizacionais.
- When silos cannot be broken : rethinking integration and coexistence in one healthPublication . Fernandes, Júlio BeloOne Health is increasingly promoted as a collaborative approach for addressing interconnected challenges across human, animal, and environmental health. Central to this vision is the recurrent call to “break down silos” between disciplines, sectors, and institutions. This article critically examines the assumptions underlying the “breaking down silos” narrative and argues that silos should not be understood solely as barriers to collaboration. They also function as repositories of expertise, accountability structures, and mechanisms that sustain institutional coherence. The analysis explores how institutional, disciplinary, data, geographical, and cultural silos influence One Health practice. Rather than eliminating silos, the challenge lies in developing sustainable bridges that support coordination while preserving specialised expertise. These bridges include technical, relational, and governance mechanisms that sustain collaboration across systems. Ultimately, One Health may be better understood as a process of negotiating productive coexistence across diverse forms of knowledge and governance.
