Percorrer por autor "Viseu, Inês Portilho Bermudes"
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- FAMILI(AR): avaliação e intervenção em famílias que integram membro com DPOC - projeto de desenvolvimento de competências clínicas especializadas em enfermagem comunitária na área de enfermagem de saúde familiarPublication . Viseu, Inês Portilho Bermudes; Figueiredo, Maria HenriquetaA transição acidental vivida pela família aquando do diagnóstico de um membro da família com doença crónica representa “um admirável mundo novo” para todos os elementos. O processo de adaptação à doença por parte do sistema familiar é um momento de vulnerabilidade. É essencial que os enfermeiros especialistas em Enfermagem de saúde familiar atuem significativamente partindo da premissa que a família é um sistema global. No âmbito das Unidades Curriculares Estágio de Natureza Profissional com Relatório – Módulo I e Estágio de Natureza Profissional com Relatório – Módulo II, do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar da Escola Superior de Enfermagem do Porto, pretendese fornecer cuidados às famílias, tratando-as como uma unidade de cuidados, juntamente com os seus membros, ao longo de todas as fases da vida e em diversos níveis de prevenção. Além disso, visa-se promover a liderança e a colaboração nos processos de intervenção no campo da Enfermagem de saúde familiar, evidenciando o processo de desenvolvimento de competências comuns do enfermeiro especialista (Regulamento n.º 140/2019 da Ordem dos Enfermeiros) e específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem comunitária na área de Enfermagem de saúde familiar (Regulamento n.º 428/2018 da Ordem dos Enfermeiros). O processo de Enfermagem foi elaborado a quatro famílias que integram membro com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). O Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar foi escolhido para guiar as atividades provenientes das intervenções de Enfermagem às famílias pela estrutura operativa que possibilita realizar uma ligação contínua nas etapas do processo de Enfermagem. Tem por bases teóricas o Modelo Calgary de Avaliação e o Modelo Calgary de Intervenção Familiar e como referencial epistemológico, o pensamento sistémico. Os diagnósticos identificados implicaram cuidados familiares sistémicos e flexíveis com a implementação de intervenções específicas, como as cartas terapêuticas, com ganhos em saúde. Outras relevantes contribuições resultaram da criação de um protocolo de Scoping Review que justifica a criação e a apresentação de uma aplicação móvel de Enfermagem de saúde familiar, a FamiliApp. Assim, contribuiu-se para apresentação da prestação de cuidados às famílias que integram membro com DPOC nos cuidados de saúde primários, apoiada pela evidência científica atual e promoveu-se o desenvolvimento pessoal e profissional. Foram identificadas recomendações importantes, como a necessidade de aprofundar a pesquisa sobre a abordagem sistêmica às famílias e a utilização do MDAIF, vitais para uma atuação cada vez mais credível cientificamente na Enfermagem de saúde familiar.
