Percorrer por autor "Oliveira, Daniel Castanheira Lourenço"
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- The Impact of Artificial Intelligence on Employment: Individuals’ PerceptionsPublication . Oliveira, Daniel Castanheira LourençoA rápida difusão da Inteligência Artificial (IA) nos contextos de trabalho tem reconfigurado tarefas e reavivado o debate sobre implicações para o emprego. Esta dissertação analisa as perceções de profissionais acerca do impacto da IA em quatro dimensões: benefícios ao nível da tarefa, riscos ao nível do posto de trabalho, necessidades de competências e formação, e considerações éticas. Recorreu‑se a um inquérito transversal aplicado a 75 profissionais de vários países, maioritariamente do setor das Tecnologias de Informação (83 %). O questionário integrou 20 itens em escala de Likert e quatro questões abertas; os dados foram analisados por estatística descritiva e codificação temática. Dadas a amostragem por conveniência, a concentração setorial e a ausência de estratificação geográfica, os resultados são exploratórios e não generalizáveis. Os resultados apontam para uma perceção amplamente positiva da produtividade associada à IA: 84 % reportaram ganhos de produtividade e 94 % concordaram que a IA poupa tempo nas tarefas. As preocupações com substituição de funções surgem mitigadas: 28 % referiram ansiedade com substituição, enquanto 56 % discordaram dessa hipótese. O impacto no stress foi modesto (15 %) e 69 % indicaram que a IA lhes liberta tempo para atividades de maior valor acrescentado. Ao nível das competências, 91 % declararam confiança no uso de tecnologias de IA e 84 % referiram estar a desenvolver novas competências; o apoio organizacional foi geralmente positivo (85 %), embora 35 % não tenham recebido formação formal, recorrendo sobretudo a autoaprendizagem. Emergiu, contudo, um paradoxo: apesar da elevada autoconfiança (~ 91 %), 45 % manifestaram preocupações éticas – sobretudo privacidade e segurança de dados (29 %), transparência algorítmica (20 %) e enviesamentos em decisões mediadas por IA. Ainda assim, as atitudes globais mantiveram‑se otimistas: 75 % expressaram entusiasmo face ao aumento do uso de IA no seu setor e 85 % intenção de adoção adicional. Em síntese, os inquiridos veem a IA sobretudo como potenciador de produtividade, mais do que como ameaça direta ao emprego; porém, a integração bem‑sucedida dependerá de mitigação de riscos éticos e reforço da formação, garantindo utilização responsável e equitativa.
