Percorrer por autor "Martins, Pedro Miguel Sucena"
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- Medição de biomarcadores de stress em cavalos durante um concurso de endurancePublication . Martins, Pedro Miguel Sucena; Santos, Ana Sofia GonçalvesO bem-estar do cavalo tem sido recentemente estudado durante competições equestres. Este estudo tem como objectivo avaliar o stress em cavalos durante um concurso de endurance, medindo a temperatura ocular por termografia, a frequência cardíaca e avaliando os fatores que possam ser responsáveis pelo stress de competição. Foram avaliados 37 cavalos durante dois concursos: um de 40km e outro de 80km no mesmo dia e hora, após as grelhas veterinárias. A análise estatística foi efectuada através do programa SAS (SAS Institute, 2004). Os resultados demostraram que o tipo de competição influenciou (6,55 e 4,18) a temperatura ocular (TOcular) e a frequência cardíaca (P˂0,05) respectivamente. A temperatura ambiente influenciou significativamente a (13,95) a FC e (P˂0,01) e a idade influenciou (5,69) a temperatura ocular (P˂0,05) no final da competição. Os resultados mostraram que durante a competição há uma correlação positiva entre a temperatura do olho (0,242), a temperatura ambiente (0,794), o teste de Ridgway (0,730), o movimento intestinal (0,422), a distância percorrida (0,587) e a frequência cardíaca (P˂0,01). Os resultados mostraram também uma correlação positiva entre a distância percorrida (0,494), o movimento intestinal (0,397), a temperatura ambiente (0,259), a humidade relativa (0,242), a velocidade média (0,289) e a temperatura do olho (P˂0,01), e uma correlação negativa entre a humidade relativa (-0,389) e a temperatura do olho (P˂0,01). O tipo de competição e a grelha veterinária influenciaram (9,55) e (6.23) respectivamente a temperatura do olho (P˂0,01) e a grelha veterinária influenciou significativamente (14,94) a frequência cardíaca (P˂0,0001). A classificação do cavalo e a sua velocidade média não influenciaram a frequência cardíaca nem a temperatura ocular (P˃0,05) durante a prova. Observou-se um aumento da frequência cardíaca e da temperatura ocular ao longo da prova, sabendo que factores extrínsecos e intrínsecos foram responsáveis por este aumento. Embora não possamos afirmar taxativamente que estes resultados obtidos foram devido a causas de stress ou devido ao exercício físico (uma vez que este também é responsável pelo aumento da temperatura corporal), o facto de os cavalos mais velhos (mais experientes) terem mostrado valores de TOcular consistentemente mais baixos que cavalos mais jovens revela-se como um resultado bastante interessante parecendo reforçar o stress como causa principal. Podemos concluir que a termografia por infravermelhos é o melhor método para registar a temperatura ocular durante uma competição.
