Percorrer por autor "Lopes, Joana Filipa da Silva"
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- Evolução das mutações associadas a resistência na infeção por VIH-2 em PortugalPublication . Lopes, Joana Filipa da Silva; Gomes, Perpétua; Pingarilho, MartaO VIH-2 foi identificado em 1986, como o segundo agente causador de SIDA, sendo endémico na África Ocidental. No entanto, casos de infeção por VIH-2 estão também presentes em países europeus, como em Portugal onde a taxa de infeção é de 3,3%. O objetivo deste trabalho foi analisar e descrever a evolução da resistência transmitida e adquirida aos antirretrovirais, utilizados no tratamento da infeção por VIH-2, entre 1996 e 2019, em Portugal. A população analisada incluiu 2083 indivíduos infetados por VIH-2, dos quais 302 eram indivíduos não-tratados e 228 eram tratados com antirretrovirais na altura da realização do teste de resistência, não se conhecendo história de tratamento para 1553 indivíduos. Os indivíduos não-tratados eram maioritariamente mulheres (59,3%) com uma mediana da idade à data do teste de resistência de 51 anos, enquanto que os indivíduos tratados eram na sua maioria homens (53,1%) com uma mediana da idade de 49 anos à data do teste de resistência. Em ambos os grupos, verificou-se que a maioria dos indivíduos era originária do continente africano, principalmente da Guiné-Bissau (23,5% nos não-tratados e 23,2% nos tratados). No que respeita ao grupo de infeção, observou-se que todos os casos pertenciam ao grupo A do VIH-2. Relativamente à TDR (Resistência Transmitida aos Antirretrovirais) verificou-se uma prevalência global igual a 4,0% e a ADR (Resistência Adquirida aos Antirretrovirais) apresentou uma prevalência global de 67,1%. Entre 2007 e 2019 a TDR apresentou um aumento ao longo do tempo (4,8% a 5,3%), o que se verificou-se também para os NRTI (4,8% a 5,3%). A ADR aumentou também entre 2007 (64,7%) e 2019 (83,3%), sobretudo no caso dos NRTI (64,7% a 83,3%), mas também para os PI (35,3% a 50,0%). Globalmente verificou-se que a TDR e a ADR aumentaram ao longo do tempo (2007-2019).
