Percorrer por autor "Correia, Miguel Alexandre Pereira Soares"
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- Ecossistema empreendedor: um estudo das redes formais e informais aplicado à Península de SetúbalPublication . Correia, Miguel Alexandre Pereira Soares; Carvalho, Luísa Margarida Cagica; Alves, RuiOs mais recentes trabalhos de investigação sobre a temática dos ecossistemas empreendedores têm adotado uma abordagem focada nas dinâmicas sinérgicas entre os diferentes stakeholders do ecossistema e nos seus processos evolutivos como forma de procurarem soluções para o seu desenvolvimento, ao invés de abordagens puramente quantitativas. No entanto, o acervo de trabalho existente que se debruça sobre o território da Península de Setúbal raramente aplica estas abordagens de forma a estudar este ecossistema de forma transversal neste território. Com a passagem do território da Península de Setúbal a NUTII, aumenta a premência de pensar o território de forma global em todos os aspetos, nomeadamente o desenvolvimento da atividade empreendedora. Desta forma, esta investigação adotou a abordagem referida para estudar o ecossistema empreendedor da Península de Setúbal como um todo, de forma a procurar responder à pergunta de investigação “Qual o contributo das redes formais e informais para o desenvolvimento de um ecossistema empreendedor na Península de Setúbal?” De forma a sustentar conceptualmente esta abordagem, foi feito um enquadramento teórico dos conceitos-chave e uma análise do estado da arte científico. Seguidamente foi desenvolvido um estudo exploratório através de uma metodologia de análise qualitativa fenomenológica, com a aplicação de entrevistas semi-dirigidas a uma amostra por conveniência de stakeholders. Através deste estudo foi possível identificar um ecossistema transversal a toda a Península de Setúbal, embora com um elevado nível de fragmentação e com várias lacunas e fragilidades, à luz do conceito base, e com dificuldade em sair de uma fase de ciclo de vida que se posiciona entre uma fase introdutória e de crescimento, fruto de um conjunto de redes formais e informais que, à exceção de uma, têm imprimido uma dinâmica fragmentada ao território. Foi também possível identificar dois ecossistemas empreendedores dentro do território da Península de Setúbal, um na zona da Baía do Tejo, e outro na zona da Arrábida, alicerçados em duas redes informais com sinergias fortes, concentração de entidades e dinâmicas territoriais particulares.
