Percorrer por autor "Correia, Daniela Ferreira Gomes da Silva"
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- Fatores de prognóstico para a dor persistente e incapacitante em utentes com lombalgia que recorrem aos cuidados de saúde primáriosPublication . Correia, Daniela Ferreira Gomes da Silva; Cruz, Eduardo BrazeteIntrodução: A lombalgia é a principal causa de anos vividos com incapacidade, causando mais incapacidade do que qualquer outra condição musculoesquelética. É expectável que o seu impacto funcional continue a aumentar no futuro. Após 6 semanas, a probabilidade de desenvolvimento de lombalgia persistente e incapacitante aumenta para 40% dos utentes. Não existem estudos que descrevam quais as atividades funcionais do Roland Morris Disability Questionnaire (RMDQ) mais comprometidas em cada grupo de risco identificado pelo Keele STarT Back Screening Tool (SBST) nem há conhecimento consistente relativamente aos fatores de prognóstico responsáveis pela cronicidade da condição. Objetivo: Identificar as atividades funcionais mais limitadas, verificar se a intensidade dos sintomas está associada à incapacidade funcional e estudar quais os fatores de prognóstico para a dor persistente e incapacitante, em indivíduos com lombalgia que recorrem aos Cuidados de Saúde Primários (CSP). Metodologia: Foi realizado um estudo de coorte prospetivo observacional, com a duração de 6 meses e com uma amostra de 203 indivíduos com lombalgia não específica que recorreram aos CSP. Os instrumentos utilizados foram a Escala Númerica da Dor (END) e as versões portuguesas da SBST e do RMDQ, existindo uma reavaliação aos 2 e 6 meses. Resultados: Uma idade avançada, valores elevados de dor e de incapacidade na avaliação inicial, pontuações elevadas na escala total e na escala psicossocial do SBST, o género feminino e a questão 21 do RMDQ são fatores de mau prognóstico para a lombalgia, aumentando a probabilidade de desenvolvimento de uma condição persistente no tempo. Conclusões: A identificação precoce da presença de fatores de prognóstico deve ser considerada pelos profissionais de saúde que lidam com utentes com lombalgia não específica, promovendo a sua educação em relação ao seu prognóstico de episódio de lombalgia, adequando o tipo de intervenção para cada utente e prevenindo o surgimento de uma condição persistente e incapacitante.
