Percorrer por autor "Bouaita, Anis"
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- Biomarcadores no síndrome da boca ardente (BMS)Publication . Bouaita, Anis; Ribeiro, Carlos Zagalo; Mascarenhas, Paulo; Machete, MarianaA síndrome da boca ardente (BMS) é uma condição dolorosa crónica, sem causa aparente, que afeta sobretudo mulheres após a menopausa. O seu impacto na qualidade de vida é significativo, e o diagnóstico continua a representar um desafio clínico. Nos últimos anos, a investigação tem-se centrado na identificação de biomarcadores salivares e séricos com potencial diagnóstico e terapêutico. Objetivos: Avaliar as evidências científicas disponíveis até à data sobre os biomarcadores salivares e séricos no contexto do BMS, através de uma revisão Umbrella, sintetizando e refletindo criticamente sobre a robustez e a relevância dos dados existentes. Materiais e Métodos: Este estudo foi conduzido segundo a metodologia PRISMA. Foram definidos critérios de inclusão e exclusão e realizada uma pesquisa nas bases PubMed, Embase, Web of Science, Scopus, TRIP e Google Scholar, com foco exclusivo em revisões sistemáticas e meta-análises. Não foram aplicadas limitações de idioma nem de data de publicação. Resultados: Foram inicialmente identificadas 561 referências, das quais 40 duplicadas. Após leitura de títulos e resumos, restaram 10 artigos para leitura integral. Destes, 6 cumpriram os critérios de inclusão e foram analisados. A qualidade metodológica foi avaliada com a ferramenta AMSTAR 2. Conclusões: Alguns biomarcadores, como o cortisol e a alfa-amilase, revelam potencial promissor para elucidar os mecanismos do BMS e apoiar o diagnóstico. Contudo, a heterogeneidade metodológica limita a solidez das evidências. São necessários estudos mais robustos e padronizados para confirmar a utilidade clínica destes marcadores.
- Salivary biomarkers in burning mouth syndrome : an umbrella review of systematic reviewsPublication . Machete, Mariana Vallera; Bouaita, Anis; Blanco-Carrión, Andrés; López, José López; Carreras-Presas, Carmen Martín; Mascarenhas, Paulo; Evangelista, José Grillo; Trancoso, Pedro Ferreira; Azul, António Mano; Zagalo, CarlosBackground: Burning Mouth Syndrome (BMS) is a chronic orofacial pain condition without objective diagnostic criteria and with a substantial impact on quality of life. This umbrella review aimed to evaluate the available evidence on salivary biomarkers in BMS, identify which biomarkers show the most consistent associations with the condition, and assess the methodological quality of existing systematic reviews and meta-analyses. Methods: A comprehensive search of PubMed, Embase, Web of Science, Scopus, TRIP, and Google Scholar was conducted without language or date restrictions. Systematic reviews and meta-analyses assessing salivary biomarkers in patients with BMS were included. Of the 561 records screened, six reviews met the eligibility criteria. Methodological quality was assessed using the AMSTAR-2 tool. Results: AMSTAR 2 appraisal rated four reviews as moderate confidence and two as low confidence; none was rated high or critically low. The evidence base showed very high overlap among primary studies, indicating that repeated findings across reviews should not be interpreted as fully independent replications. Cortisol showed the most consistent evidence of elevation in BMS. α-amylase and IgA were also frequently elevated, particularly in reviews on stress-related biomarkers. However, their interpretation was limited by methodological heterogeneity, overlap of primary studies and limited disease specificity. Cytokines, sex hormones, opiorphin, trace elements and oxidative stress-related markers showed inconsistent or sparse evidence. Conclusions: Salivary cortisol, α-amylase and IgA may reflect stress-related neuroendocrine, autonomic and mucosal immune dysregulation in BMS. However, current evidence remains methodologically limited and does not support the use of any salivary biomarker as a standalone diagnostic test. Clinical relevance: Saliva-based biomarkers may support mechanistic phenotyping in future research, but standardised protocols, rigorous study designs and improved patient stratification are required before they can inform clinical decision-making.
