ICAD - Outros
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Percorrer ICAD - Outros por autor "Calado, Vasco"
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- A adição (não) é uma doença. O modelo biomédico das dependências e os seus críticosPublication . Calado, VascoResume-se aqui, de uma forma muito genérica, o modelo biomédico das adições (brain disease model of addiction), que define a toxicodependência e outros comportamentos aditivos como doenças do cérebro de natureza crónica e recidiva. São apresentados também os argumentos de alguns dos seus mais destacados críticos, autores que partilham a convicção de que esse modo de olhar para estes fenómenos é limitado e redutor, pois ignora ou, pelo menos, desvaloriza os fatores sociais, os contextos e as causas estruturais da adição. Um conjunto de especialistas e académicos, críticos da perspetiva biomédica, têm procurado demonstrar que as adições são, no essencial, respostas aprendidas e de natureza adaptativa a adversidades sociais e emocionais, defendendo uma abordagem mais multifatorial e multidimensional que reconheça sentido e agência às pessoas com comportamentos aditivos.
- Apresentação do ECATD - CAD, 2020Publication . Lavado, Elsa; Calado, Vasco; Feijão, FernandaO presente documento é a apresentação do Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos (ECATD-CAD) é um estudo transversal, realizado através de questionário (ESPAD) auto preenchido por alunos em ambiente de sala de aula. Com uma amostra probabilística dos alunos entre os 13 e 18 anos de idade, do ensino público, unidade amostral é a turma. A representatividade é Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Tem a colaboração do Ministério da Educação, Governo Regional dos Açores e da Madeira.
- A dimensão problemática dos comportamentos aditivos entre os jovens portugueses: Resultados do ECATD-CAD 2019Publication . Calado, Vasco; Lavado, Elsa; Coppi, Marcelo; Oliveira, Hugo; Cristóvão, Ana Maria; Bonito, JorgeApresentam-se os principais resultados do Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências (ECATD-CAD 2019), um estudo de cariz quantitativo do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) realizado entre os alunos do ensino público com idade entre os 13 e os 18 anos, dando aqui destaque à dimensão problemática de diversos comportamentos aditivos e à sua associação com vários tipos de problemas. Tal como outros estudos realizados entre a população juvenil têm demonstrado, o álcool é a principal substância psicoativa consumida entre os alunos, seguindo-se o tabaco e só depois as drogas ilícitas, sendo que a canábis é a substância ilícita mais consumida. Quanto a comportamentos potencialmente aditivos sem substância, a utilização da Internet para aceder a redes sociais é uma prática adotada pela quase totalidade dos alunos, sendo que a prática de videojogo também é muito expressiva, ao contrário do jogo a dinheiro, que é algo que apenas uma minoria declara fazer. Uma percentagem diminuta de consumidores de álcool refere ingerir bebidas alcoólicas para esquecer problemas e lidar com a ansiedade e a depressão. Da mesma forma, a percentagem de consumidores de canábis que apresentam um padrão de consumo com risco moderado e elevado também é baixa. Em contrapartida, cerca de um em cada cinco utilizadores de redes sociais, jogadores de videojogos e jogadores a dinheiro está associado a uma maior dimensão problemática. Do exercício de analisar a experiência de algumas situações problemáticas em função de um conjunto de variáveis sociodemográficas e de caracterização, resulta o perfil dos alunos em maior risco: sexo masculino, residentes nas regiões de Lisboa, Alentejo e Açores, com um baixo rendimento escolar e, sobretudo, que saem à noite assiduamente (numa base mensal ou semanal). Já a idade parece não ser decisiva na experiência de problemas, pois há situações problemáticas que são mais declaradas pelos alunos de menor idade (13-15 anos) e outras pelos mais velhos (16-18 anos). Ser consumidor de álcool e, sobretudo, de drogas ilícitas é algo que faz aumentar consideravelmente o risco de envolvimento em situações problemáticas, nomeadamente alguns comportamentos de risco de natureza sexual e problemas com a polícia. No entanto, estas situações tendem a não ocorrer durante ou depois dos consumos, pelo que não se pode estabelecer um nexo causal. A próxima edição do estudo, cuja recolha de dados ocorrerá no primeiro trimestre de 2024, permitirá acompanhar a tendência de evolução destes fenómenos
