ESEC – Trabalhos de Projeto | Relatórios de Estágio | Projetos de Investigação
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- O luto antecipatório de familiares de pessoas mais velhas institucionalizadas com demênciaPublication . Silva, Gabriela Sofia Ferreira da; Frias,, Ana Carolina Morgado FerreiraO luto antecipatório é um processo que se inicia quando os familiares se apercebem das perdas cognitivas e físicas do seu ente querido. Este estudo teve como objetivo conhecer vivências de luto antecipatório em famílias de pessoas mais velhas com demência, institucionalizadas. Particularmente, procurou compreender vivências dos familiares cuidadores, desde o diagnóstico de demência até à institucionalização; conhecer experiências, sentimentos e emoções dos familiares cuidadores face ao cuidar da pessoa mais velha com demência e à institucionalização; identificar critérios de vulnerabilidade no luto antecipatório; e reconhecer possíveis fatores protetores da saúde familiar e de intervenção no luto antecipatório, com base na vivência das famílias. Desenvolveu-se uma investigação de cariz eminentemente qualitativo e descritivo, com uma amostra constituída por 25 famílias de cuidadores de idosos institucionalizados com demência. Aplicou-se uma entrevista semiestruturada e um questionário sociodemográfico aos cuidadores informais de idosos, e a escala de Barthel às pessoas mais velhas institucionalizadas. Realizou-se a análise temática para dados obtidos nas questões abertas e análise estatística descritiva simples, para dados do questionário, recorrendo ao software IBM SPSS Statistics 29. Os resultados destacam que o cuidar ao longo da demência é um processo complexo e exigente, marcado por sentimentos de perda, de sobrecarga e, por vezes de conflito entre familiares, que muitas vezes referem falta de conhecimento técnico para cuidar. A institucionalização decorre principalmente da incapacidade das famílias continuarem a providenciar um cuidado adequado e seguro no decorrer da doença, e tem grande impacto na saúde do cuidador. O processo de luto é mediado por fatores de vulnerabilidade, como a sobrecarga emocional e física, dificuldade de gestão da vida diária, pessoal e profissional, e por fatores protetores como a espiritualidade, e as vivências positivas que os familiares experienciam ao longo do cuidar. As conclusões remetem para a importância de intervir na minimização das principais barreiras expressas pelos cuidadores no decorrer do luto antecipatório, bem como de valorizar o seu papel e de potenciar as vivências positivas. Ao longo da doença, tanto no domicílio, como durante a institucionalização importa proporcionar cuidados centrados nas necessidades de quem cuida, promovendo assim um luto saudável. Para isso é necessário conhecer melhor estas vivências de forma qualitativa e atenta às particularidades.
- Protelamento de alta hospitalar por motivos não clínicos: perspetivas de pessoas mais velhas e de assistentes sociaisPublication . Silva, Carolina Maria Pires da; Frias,, Ana Carolina Morgado FerreiraA permanência de idosos em hospitais sem necessidade clínica representa um desafio complexo para os sistemas de saúde. O presente estudo teve como objetivo conhecer perspetivas e vivências de utentes mais velhos e de assistentes sociais sobre a permanência em internamento hospitalar sem critério clínico. Para além de fazer uma caracterização da pessoa mais velha internada sem critério clínico e sentimentos vivenciados nesse processo; também procurou identificar possíveis fatores associados ao internamento e protelamento da alta das pessoas mais velhas; e ainda compreender o papel dos Assistentes Sociais face a estas situações de protelamento de alta. Realizou-se uma investigação de natureza mista, numa unidade de saúde, com 31 pessoas idosas internadas sem critério clínico e 6 assistentes sociais. Às pessoas mais velhas foi aplicado um questionário sociodemográfico e a Escala de Solidão UCLA, e às assistentes sociais uma entrevista semiestruturada. Os resultados indicam uma feminização da população idosa hospitalizada e um período de internamento sem critério clínico que varia entre os 12 e 224. Referem sentir solidão, tristeza, frustração e sentimento de abandono, verificando-se, com a aplicação da Escala UCLA, prevalecer “solidão moderadamente elevada” e “solidão elevada” (61,3%). As assistentes sociais entrevistadas identificaram diferentes motivos de internamento; constrangimentos à alta hospitalar; consequências do protelamento de alta; as suas experiências e sentimentos perante a problemática; e mudanças necessárias e possíveis para a reverter. As conclusões deste estudo remetem para a necessidade de conhecer mais detalhadamente as necessidades e sentimentos de pessoas mais velhas internadas sem critério clínico, bem como de se lhes proporcionar uma resposta de continuidade de cuidados digna e promotora da sua saúde e bem-estar. No que diz respeito aos assistentes sociais, conclui-se que a sua visão holística e crítica face a esta problemática deve ser integrada na elaboração e implementação de medidas sociais e de saúde que diminuam a incidência e o impacto do protelamento de altas hospitalares na população mais velha.
- O Desenvolvimento do número em contexto de educação pré-escolar: da identificação de quantidades às operações aritméticas elementaresPublication . Félix, Joana Timóteo; Cruz,, Catarina Maria Neto daO presente Relatório Final, desenvolvido no âmbito das unidades curriculares de Prática Educativa do Mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, descreve uma investigação de natureza qualitativa, realizada com crianças em contexto de Educação Pré-Escolar, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos. A investigação desenvolvida tem como principal objetivo responder ao problema: De que modo podem ser promovidas aprendizagens sobre o número e primeiras operações aritméticas, em crianças no contexto de Educação Pré-Escolar? Para tal, foi planeado um cenário pedagógico, integrando várias experiências educativas, para promover aprendizagens sobre o número, nomeadamente sobre o subitizing, a contagem e a comparação de quantidades, bem como sobre as operações aritméticas elementares adição e subtração. Os resultados evidenciam competências e dificuldades das crianças relativamente aos conceitos matemáticos envolvidos, ajustadas, no geral, ao nível de desenvolvimento cognitivo expetável de crianças com as idades em questão. Este trabalho integra igualmente uma componente reflexiva centrada, em particular, no percurso de estágio em contexto de Educação Pré-Escolar, na qual são evidenciadas aprendizagens significativas que contribuíram para o crescimento académico, profissional e pessoal da estagiária. Da mobilização e reflexão crítica ficou a identidade e competência, necessárias para que a mestranda e futura educadora, alie conhecimento, ciência e criatividade enquanto é educadora.
- O número e as primeiras operações aritméticas: uma experiência educativa em contexto de educação pré-escolarPublication . Neto, Eva Maria Bernardo; Cruz,, Catarina Maria Neto daO presente Relatório Final foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e divide-se em duas partes fundamentais: a componente investigativa e a componente reflexiva. Este trabalho visa apresentar uma investigação de natureza qualitativa, desenvolvida com um grupo de crianças em contexto de Educação Pré-Escolar, acompanhadas durante a realização do estágio curricular nessa etapa educativa, bem como caracterizar e contextualizar o percurso da Educadora Estagiária no referido estágio. A investigação teve como principal intencionalidade promover a aplicação e o desenvolvimento de aprendizagens matemáticas, envolvendo a noção de número e operações aritméticas elementares, em crianças com idades compreendidas entre os quatro e os seis anos, e sustentou-se no problema: De que modo podem ser promovidas aprendizagens envolvendo o número e primeiras operações aritméticas, em crianças no contexto de Educação Pré-Escolar? Os resultados do estudo apontam para uma influência positiva do cenário educativo planeado e implementado no estímulo de noções envolvendo o número e suas aplicações, bem como na resolução de problemas em contextos significativos para as crianças. A componente reflexiva apresentada neste relatório centra-se na caracterização e análise do percurso da Educadora Estagiária ao longo do estágio, sendo evidenciadas inseguranças e aprendizagens significativas que contribuíram para o seu desenvolvimento profissional.
- A caminho da igualdade de género: uma intervenção no 4º ano do 1º ciclo do ensino básicoPublication . Ferreira, Cátia Sofia Martins; Teixeira,, Maria Filomena RodriguesO presente relatório, elaborado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, consistiu no desenvolvimento de um trabalho de investigação-ação sobre a desconstrução de estereótipos de género com 20 crianças de uma turma do 4º ano de escolaridade. As crianças constroem, desde cedo, representações de género e a escola desempenha um papel essencial nesse processo. Partindo da questão: “quais os efeitos de uma intervenção no 4º ano de escolaridade sobre questões de género nas conceções das crianças a respeito da igualdade de género?”, formularam-se os objetivos i) diagnosticar as conceções das crianças e das famílias sobre questões de género; ii) elaborar, implementar e avaliar uma intervenção com crianças 4º ano de escolaridade a respeito da igualdade de género. A intervenção procurou incentivar uma reflexão crítica sobre a existência de diversas profissões e a igualdade de oportunidades. A metodologia adotada integrou um conjunto de atividades de natureza exploratória, participativa e lúdica, incluindo debates e produção de trabalhos individuais e de grupo. A recolha de dados foi realizada através de observação direta, registos das crianças, análise dos produtos resultantes das atividades, assim como de um questionário às famílias. Os resultados evidenciam uma evolução nas conceções das crianças relativamente à associação entre profissões e género, revelando maior abertura, flexibilidade e consciência crítica após a intervenção. Conclui-se que práticas educativas intencionalmente orientadas para a igualdade de género podem contribuir para a redução de estereótipos e para a construção de ambientes mais inclusivos, constituindo um recurso pedagógico relevante no 1º CEB.
- A música como coadjuvante no desenvolvimento da linguagemPublication . Sabugueiro, Beatriz Ambrósio; Faria, Cristina Adriana Toscano deO presente relatório resulta de um trabalho desenvolvido aquando do estágio curricular no 1.º CEB, no ano letivo de 2024/2025, numa turma mista de 3.º e 4.º anos. A partir de um período de observação inicial, foram identificados alguns entraves à aprendizagem e socialização por parte de alguns alunos, provocados por uma comunicação deficitária, resultante de problemas de linguagem. Assim, ao longo de onze propostas (essencialmente) musicais, foi realizado o acompanhamento de um dos alunos com o principal objetivo de avaliar de que forma a Música poderia ser utilizada como instrumento de desenvolvimento da linguagem. Assente numa base investigativa qualitativa – estudo de caso e investigação-ação – procedeu-se à observação direta participada como principal instrumento de recolha de dados. O envolvimento, comprometimento, empenho e colaboração de todos os alunos revelou-se crucial para o sucesso desta implementação. Os resultados apontaram melhorias a nível da articulação verbal, na participação e no envolvimento do aluno nas atividades e no quotidiano escolar. Conclui-se que a Música – mesmo que muitas vezes negligenciada em sala de aula – se revela um recurso pedagógico essencial para o desenvolvimento holístico dos indivíduos e constitui-se como uma ferramenta eficaz a nível inclusivo e de desenvolvimento da linguagem.
- Lá fora, tudo é possível: direitos de participação em educação pré-escolarPublication . Oliveira, Ana Isabel Camacho Horta; Coelho,, Ana Maria SarmentoPerto de chegarmos aos 40 anos da assinatura da Convenção sobre os Direitos das Crianças, é possível afirmar que nem todos os direitos são encarados da mesma forma pelas instituições de Educação Pré-Escolar. O respeito pelos direitos de participação continua a encontrar desafios na sua aplicação, no quotidiano destas instituições. Participar nas decisões que lhes dizem respeito é, não só, um direito consagrado às crianças, como é uma prática que tem benefícios no seu desenvolvimento. Reconhecendo os desafios diários dos/as profissionais de educação de infância, torna-se necessário encontrar estratégias que permitam, por um lado, respeitar os direitos de participação e, por outro lado, responder de forma útil e pragmática às exigências diárias dos/as educadores/as de infância. Este Relatório Final constitui-se como uma tentativa de contribuir para este intuito. Utiliza-se a Abordagem de Mosaico como conjunto de estratégias de escuta das crianças, que deve a sua designação ao facto de possibilitar reunir diferentes fontes de informação, de modo a criar uma imagem dos significados das crianças, tanto individuais como coletivos, permitindo formar um mosaico das suas perspetivas. É descrito um projeto que teve lugar ao longo de quatro meses numa instituição de Educação Pré-Escolar em Coimbra. Os dados recolhidos através das formas de escuta são analisados e são propostos instrumentos passíveis de ser utilizados no quotidiano de uma instituição de Educação Pré-Escolar.
- Desenho Universal para a aprendizagem no ensino das ciências com um aluno com perturbação do espetro do autismo e incapacidade intelectualPublication . Cardetas, Rita Isabel Cardoso; Silveira,, Susana Maria Mendes; Baptista,, Maria Madalena Belo da SilveiraO presente estudo analisa a aplicação dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e da Abordagem Multinível (AM) no ensino das Ciências a um aluno com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) e incapacidade intelectual, enquadrandose no paradigma da educação inclusiva consagrado pelo Decreto-Lei n.º 54/2018. Pretendeu-se compreender de que forma a planificação e implementação da aprendizagem substitutiva Ciências para Todos, baseada nestes modelos, poderia promover o desenvolvimento da literacia científica, da autonomia e da participação ativa do aluno. A investigação segue uma abordagem qualitativa, recorrendo ao estudo de caso como metodologia central. O trabalho foi desenvolvido numa escola secundária com 3.º ciclo, não agrupada, com recolha de dados através de observação participante, grelhas de registo e diário de bordo. As atividades implementadas centraram-se em experiências laboratoriais adaptadas, nomeadamente “Os micro-organismos e os hábitos de higiene” e “A fermentação láctea”. Os resultados evidenciam melhoria do envolvimento, da motivação e da compreensão de conceitos científicos, bem como aumento da autonomia e da capacidade de comunicação. A análise confirma a relevância da afetividade e da flexibilidade curricular como mediadores da aprendizagem significativa, reforçando o papel complementar do DUA e da AM na operacionalização da escola inclusiva. Conclui-se que a articulação entre estes dois modelos pedagógicos constitui uma via eficaz para tornar o ensino das Ciências acessível, equitativo e transformador para todos os alunos.
- Programas que desenvolvem as competências socioemocionais de crianças com PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção)Publication . Moinho, Micaela Fernandes; Vale,, Vera Maria Silvério doO presente projeto insere-se no âmbito do Mestrado em Educação Especial e tem como objetivo principal compreender de que forma determinados programas de intervenção contribuem para o desenvolvimento de competências socioemocionais em crianças com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada por níveis clinicamente significativos de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade, afetando negativamente o desempenho académico, o comportamento e as relações sociais das crianças. Neste sentido, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com base em estudos recentes que abordam a implementação e os efeitos de programas específicos, nomeadamente: Anos Incríveis, Sarilhos do Amarelo e Juntos no Desafio. A metodologia seguiu os critérios definidos para revisões sistemáticas: definição clara da pergunta de investigação; critérios de inclusão e exclusão; estratégias de pesquisa nas bases de dados Google Académico e B-on, e avaliação crítica dos estudos selecionados. No total, foram analisados oito estudos, que cumpriam os requisitos metodológicos e temáticos estabelecidos. Os resultados indicam que os programas analisados apresentam impactos positivos na aquisição de competências socioemocionais, tais como a autorregulação emocional e comportamental; a capacidade de resolução de problemas; o desenvolvimento da empatia e a melhoria das interações sociais. Paralelamente, observou-se também uma melhoria nas práticas parentais, com destaque para o aumento do sentimento de competência parental e a redução dos níveis de stresse familiar. Entre os programas analisados, o Anos Incríveis revelou maior robustez empírica, evidenciando efeitos positivos sustentados no tempo, tanto ao nível da criança como dos cuidadores. Apesar de algumas limitações metodológicas dos estudos analisados, como a reduzida dimensão das amostras e a ausência de grupos de controlo em certos casos, os dados obtidos sustentam a eficácia destes programas como alternativas ou complementos às intervenções farmacológicas. Conclui-se que os programas de promoção de competências socioemocionais analisados são ferramentas valiosas na intervenção com crianças com PHDA, permitindo melhorar não só o seu funcionamento socioemocional, mas também a dinâmica familiar, promovendo contextos mais estruturados, empáticos e responsivos.
- Olhares sobre a intervenção precoce: das perceções à realidadePublication . César, Maria do Céu Gonçalves; Costa, Sónia Teresa Simões daA Intervenção Precoce é fundamental para garantir o desenvolvimento saudável e harmonioso de crianças expostas a qualquer tipo de risco. A evolução das práticas educativas e o desenvolvimento da ciência aliada ao impacto de uma boa prática de intervenção na infância é uma das condições essenciais para a evolução das gerações futuras. O reconhecimento da sua importância oferece um caminho promissor para a construção de sociedades mais inclusivas e equitativas. O papel do profissional, nesta perspetiva, foca-se em fornecer às famílias informação para que estas tomem decisões informadas e que, posteriormente, sejam respeitadas pelos técnicos de IPI, em cada momento da intervenção. Deste modo, as práticas devem ser responsivas naquilo que os pais consideram importante para si e família, para que sejam facilmente adotadas por estas, tornando a intervenção mais eficaz e positiva. Uma intervenção, centrada na família, deve desenvolver-se com base nos objetivos, prioridades, preocupações e necessidades da família. Esta deve ter o poder de decisão sobre todas as opções que se colocarem, em relação ao seu filho e a si própria quer seja em termos médicos, educacionais ou sociais. Com este estudo, qualitativo, pretende-se analisar as perceções de educadoras, técnicos e famílias sobre as práticas de IPI, analisando o alinhamento entre estas perceções e a intervenção efetuada nos contextos naturais de vida das crianças. Assim, recorreu-se à realização de entrevistas com o intuito de perceber a participação e o grau de satisfação das famílias e profissionais, bem como aferir discrepâncias entre a teoria e a prática. Tendo por base os resultados obtidos, serão propostas estratégias para melhorar a eficácia das práticas, promovendo abordagens mais integradas e centradas nas necessidades evidenciadas pelos entrevistados.
