Afonso, EsmeraldaFerreira, Helena Cristina Trindade2018-02-052018-02-052017http://hdl.handle.net/10400.26/20991O presente relatório retrata o desenvolvimento de competências especializadas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia, nos Serviços de Urgência Obstétrica e Ginecologia e Bloco de Partos de duas instituições de saúde. A Organização Mundial de Saúde defende que os processos fisiológicos e dinâmica do nascimento devem ser respeitados e que o recurso a intervenções deve ser criterioso, enfatizando que qualquer interferência com o processo natural do trabalho de parto deve acontecer por uma razão válida e não de forma rotineira. É premente a mudança de paradigma, centrado num modelo biomédico intervencionista, para um paradigma centrado na mulher, baseado num modelo holístico de cuidados e apoiado numa prática baseada na evidência. Uma das intervenções frequentemente usada, de modo inadequado e invasivo, é a episiotomia. Neste sentido, o projeto “Maternidade com Qualidade” da Ordem dos Enfermeiros aponta a adoção da prática de episiotomia seletiva como marcador de qualidade na atenção e humanização do parto, recomendando ainda o uso de técnicas não cirúrgicas com o objetivo de minimizar o trauma perineal. O trauma perineal a que a mulher está sujeita durante o parto vaginal, pode trazer consequências nefastas para a sua saúde e qualidade de vida futura, pelo que elegi esta área temática como foco de aprendizagem, com o objetivo especifico de desenvolver competências especializadas para minimizar o trauma perineal. Como modelo holistico para a prática de cuidados especializados, elegi a Teoria do Cuidar de Kristen Swanson. Como estratégia para a identificação e mobilização da evidência científica, foi realizada uma revisão da literatura a partir duma questão elaborada segundo a mnemónica PICO: “Quais as intervenções que minimizam o trauma perineal decorrente do parto vaginal?” Os principais resultados obtidos através da evidência e da prática reflexiva mostram que o uso restritivo e criterioso de execução de episiotomias, a massagem perineal pré-natal, o apoio continuo e comunicação efetiva com a mulher, a condução calma e controlada do período expulsivo, o uso adequado de técnicas de proteção do períneo e o posicionamento da mulher no período expulsivo com atenção às suas preferências e fatores de risco, contribuem para minimizar o trauma perineal.porEnfermagem obstétricaParto obstétricoEpisiotomiaPeríneo--lesõesLacerações--prevençãoMinimizar o trauma perineal da mulher em trabalho de parto contributos do enfermeiro obstetramaster thesis201830060