Sena, Véronique HarringtonSantana, Catarina GodinhoMachado, Maria Silvestre Folques de Lacerda2020-01-092020-01-092019-12http://hdl.handle.net/10400.26/30809Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas MonizObjetivos: Determinar se o treino de trampolim favorece o aparecimento de Disfunções Temporomandibulares (DTMs). Avaliar o impacto do treino físico sobre o stress através da determinação dos níveis de cortisol salivar e a sua associação às DTMs. Materiais e métodos: 20 atletas de salto de trampolim provenientes de dois clubes desportivos (grupo teste) e 20 indivíduos sem prática regular de atividade física (grupo controlo) foram incluídos no estudo. Foi recolhido em todos a história clínica e aplicado o formulário Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorder (DC/TMD) para deteção de DTMs na consulta de Medicina Dentária Desportiva (MDD). A saliva não estimulada foi recolhida em repouso no grupo controlo e nos atletas antes do treino e após 120 minutos de treino. O cortisol salivar foi determinado por ensaio de imunoabsorção enzimática (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, Elisa) de alta sensibilidade. Foi realizada uma análise estatística para verificar se existe relação entre os níveis de cortisol salivar, as disfunções temporomandibulares e a prática de um desporto de alta competição. Resultados: 15% dos atletas de ginástica de trampolins, grupo teste com idade média de 19,95±2,27 anos, e 35% dos não atletas, grupo controlo com idade média de 22,15±1,56 anos, apresentam sinais de DTMs, mas sem diferença significativa entre grupos (p=0,2733). As concentrações de cortisol salivar são significativamente mais elevadas (p=0,0494) no grupo de atletas pré treino (0,405±0,616μg/dL) comparativamente ao grupo controlo (0,205±0,126μg/dL). O treino de 120 minutos não influenciou os níveis de cortisol salivar. Conclusão: Os resultados demonstram que a prevalência de DTMs em atletas de competição de ginástica de trampolim foi inferior a um grupo de indivíduos não atletas, mas que estes atletas apresentam níveis de cortisol em repouso mais elevados do que o grupo controlo. A presença de DTMs não teve influência nos níveis de cortisol salivar em ambos os grupos estudados.porCortisolDesporto de alta competiçãoDisfunções temporomandibularesBiomarcadores salivaresEfeito do stress avaliado pela determinação do cortisol salivar em ginastas de trampolim e as suas consequências nas disfunções temporomandibulares: estudo pilotomaster thesis202359085