Chélinho,, Joana Maria RodriguesLopes, Filipa Alexandra Pancas2026-05-062026-05-062026-03-26http://hdl.handle.net/10400.26/62993A avaliação das aprendizagens no 1.º Ciclo continua, muitas vezes, associada a práticas formais que podem gerar ansiedade, sobretudo em crianças que revelam maiores fragilidades. Partindo desta constatação, o presente estudo procurou compreender de que modo os jogos lúdicos podem assumir um papel complementar e regulador na avaliação, promovendo contextos mais seguros e significativos para aprender. A investigação decorreu numa turma do 1.º ano, ao longo de três sessões centradas em diferentes conteúdos matemáticos, envolvendo toda a turma, embora seis alunos, com perfis distintos de desempenho, tenham sido acompanhados com maior detalhe. A metodologia adotada inscreve-se na investigação-ação, articulando observação direta, grelhas de avaliação, entrevistas às crianças, questionário à professora cooperante e análise de folhas de exploração. Cada sessão integrou momentos lúdicos e registos escritos, permitindo comparar o comportamento, o empenho e a expressão das aprendizagens em diferentes contextos. Os resultados revelam que os jogos potenciam motivação, autonomia e confiança, permitindo observar competências que não emergem em tarefas formais. Nos registos escritos verificaram-se oscilações de desempenho, frustração e resistência, sobretudo nos alunos com maiores dificuldades, destacando a influência das emoções na avaliação. A investigação evidencia, assim, que a ludicidade não substitui os instrumentos convencionais, mas amplia a compreensão do percurso de cada criança e torna o processo avaliativo mais formativo, inclusivo e sensível ao bem-estar emocionalAssessment in primary education is often associated with formal procedures that may generate anxiety, particularly among children who experience greater learning difficulties. Based on this premise, the present study aimed to understand how playful games can serve as complementary and regulative tools in assessment, fostering safer and more meaningful learning environments. The investigation was carried out in a 1st-grade class, across three sessions focused on different mathematical concepts, involving the entire group, although six pupils with distinct performance profiles were followed more closely. A qualitative action-research methodology was adopted, combining direct observation, assessment grids, interviews with children, a questionnaire to the cooperating teacher and the analysis of individual written tasks. Each session included playful activities and written exercises, allowing for the comparison of behaviour, engagement and expression of learning across different contexts. Results indicate that games promote motivation, autonomy and confidence, enabling the observation of competencies that do not always emerge in formal tasks. In contrast, written activities revealed fluctuations in performance, frustration and resistance, particularly among pupils facing greater challenges, highlighting the role of emotions in assessment. The study suggests that playful approaches do not replace conventional tools, but broaden the understanding of each child’s learning trajectory and contribute to a more formative, inclusive and emotionally sensitive assessment process.porAvaliação formativaJogos lúdicos1.º Ciclo do Ensino BásicoEmoções na aprendizagemFormative assessmentPlayful gamesPrimary educationEmotions in learning.O lúdico na avaliação escolar – os jogos nos processos de aprendizagem e avaliação de uma turma de 1.ºCEBmaster thesis204296188