Santos, Alexandre MiguelMaia, PauloLobato, Bianca dos Reis2017-01-122017-01-122016-10http://hdl.handle.net/10400.26/17478Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas MonizIntrodução: As inúmeras semelhanças que apresenta com o osso alveolar, relativamente à estrutura e composição, e a sua elevada disponibilidade, na medida em que corresponde a 85% da estrutura dentária, tornam a dentina um potencial biomaterial em regeneração óssea. Se por um lado, pode ser utilizada como um substituto ósseo, por outro, representa uma fonte de fatores de crescimento. Objetivos: Avaliar clínica, radiográfica e histologicamente a utilização de um particulado de dentina autógena mineralizada, como biomaterial, em dez casos de regeneração óssea, com posterior colocação de implantes orais. Materiais e Métodos: Após o cumprimento dos pressupostos ético-legais e da aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão, foi realizada uma avaliação inicial pré-cirúrgica a dez pacientes que compareceram à Clínica Dentária Egas Moniz e à Clínica Dr. Alexandre Santos. Na consulta seguinte, foram efetuadas a extração, a preparação do dente autólogo e a regeneração óssea da loca cirúrgica. Após um “follow-up” de seis meses, todos os pacientes realizaram CBCT, na localização previamente regenerada, que foi analisada através das unidades de Hounsfield. De seguida, foi efetuada a cirurgia de colocação dos implantes orais e de recolha de um fragmento ósseo, para posterior avaliação histológica. Resultados: Não se verificaram quaisquer complicações pós-operatórias. A avaliação radiográfica evidencia a formação de osso D2-D3. A colocação de implantes orais, com uma ancoragem adequada, foi possível em todos os casos. A avaliação histológica sugeriu que a dentina estabelece com o tecido osteóide uma relação de anquilose, fusão ou interdigitação e a estrutura tecidular resultante é compatível com osteodentina. Conclusão: O presente estudo piloto sugere que a dentina apresenta um elevado potencial de utilização, como biomaterial, em regeneração óssea. A dentina estabelece um contacto direto com a matriz osteóide, revela boa integração tecidular, propriedades osteocondutoras e osteoindutoras. No entanto, é necessário realizar mais estudos prospetivos clínicos e histomorfométricos, com uma maior amostra, bem como ensaios clínicos randomizados e controlados.porEnxerto de dentina autógenaMatriz dentináriaEnxerto de dente autólogoEnxerto ósseoRegeneração ósseaDentina na engenharia tecidular ósseaEstudo piloto prospetivo: série de casos de avaliação da regeneração óssea através da utilização de um particulado de dentina autógenamaster thesis201434369