Caniceiro, Rosa Lídia Oliveira da Silva2016-03-082016-03-082012http://hdl.handle.net/10400.26/11919As transformações sociais e culturais ocorridas na nossa sociedade nos últimos anos tornaram as questões relacionadas com a multiculturalidade e com a educação intercultural das mais emergentes na sociedade atual e, como é óbvio, nas escolas. A escola tornou-se um espaço de encontro e de convívio da diversidade étnica, social, económica, cultural e religiosa. Neste contexto é fundamental o reconhecimento e aceitação da diferença, assim como a promoção pela igualdade de oportunidades. Um dos contributos para dar resposta a esta realidade poderá ser encontrado no recurso a materiais didáticos, mais especificamente nos manuais escolares. Estes são considerados os instrumentos mais importantes no processo de ensino aprendizagem, pelo que devem promover uma educação intercultural, respeitando as diversidades culturais e contemplando a heterogeneidade. Este estudo pretende, através da análise de cinco manuais de Língua Portuguesa do segundo ano de escolaridade, verificar se estes refletem a igualdade de oportunidades para todos, sem distinção de raça/etnia, sexo, religião e deficiência. A metodologia adotada assentou na construção de um conjunto de grelhas e gráficos, os quais permitiram inferir sustentadamente a existência ou não de indícios de uma educação intercultural nos manuais escolares. A análise dos resultados permitiu concluir que os manuais escolares evidenciam algumas desigualdades quanto à etnia, género, religião e deficiência. Não cumprindo as exigências da diversidade cultural e social, podemos mesmo afirmar que não transmitem os princípios e valores consagrados na Constituição Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo.porManuais EscolaresEstereótipos de GéneroAnálise de ConteúdoEnsino Básico 1º CicloEstudos de CasoUm olhar sobre a igualdade de oportunidades nos manuais escolaresos manuais de língua portuguesa do 2º ano de escolaridademaster thesis