Viviana Sofia Oliveira Sebastião2026-01-152026-01-152025-11-03http://hdl.handle.net/10400.26/60938Introdução: A reabilitação respiratória, baseada no treino do exercício, é eficaz no alívio dos sintomas de várias doenças respiratórias crónicas, melhorando a função cardiovascular e muscular, com aumento da tolerância à atividade física e melhoria da qualidade de vida. A componente de exercício físico e a componente educacional são referenciadas como um componente primordial do processo de reabilitação, uma competência do Enfermeiro Especialista e Enfermagem de Reabilitação. Objetivos: Avaliar o impacto da motivação para a prática de exercício físico na capacidade funcional de doentes com doença respiratória crónica, integrados num programa de reabilitação respiratória, através da análise comparativa dos níveis de motivação e da capacidade funcional antes e após a intervenção, identificando ainda os fatores que influenciam essa motivação. Material e métodos: Estudo segue com desenho pré-experimental do tipo pré-teste/pós-teste, tendo o programa sido idealizado para uma duração total de 20 sessões, estruturadas em cinco fases distintas, com atividades adaptadas às necessidades da pessoa. A intervenção consistiu numa abordagem estruturada que integrou componentes de exercício físico supervisionado e intervenção motivacional. O programa de treino compreendeu cinco fases: avaliação inicial, aquecimento, treino aeróbico, treino de força e arrefecimento, adaptados às capacidades individuais dos participantes. A intensidade e duração das atividades foram ajustadas com base em parâmetros clínicos e funcionais previamente avaliados. A componente motivacional foi implementada de forma transversal, com estratégias centradas na pessoa, orientadas para a promoção da adesão, autonomia e autogestão do exercício físico. A recolha de dados foi realizada através da aplicação de um inquérito por questionário. Aplicou-se um questionário ad hoc de caracterização sociodemográfica e clínica, a Fatigue Scale (Functional Assessment of Chronic Illness Therapy – Fatigue); a Escala de Dispneia (mMRC – Modified Medical Research Council) e o Behavioural Regulation in Exercise Questionnaire 2 (BREQ-2). Este estudo será integrado no projeto ePowerCare4All da ESSNorteCVP. A amostra, de natureza não probabilística e obtida por conveniência, integrou 35 participantes com patologia respiratória que frequentaram o Ginásio de Reabilitação Respiratória. Resultados: O presente estudo evidenciou uma evolução positiva entre as fases inicial e final do programa de reabilitação respiratória, nomeadamente com uma ligeira redução do peso e do índice de Massa Corporal, traduzindo-se numa melhoria do perfil nutricional e metabólico dos participantes; melhoria significativa nos níveis de dispneia após o programa de reabilitação, pois, no final do programa, 71,4% apresentavam apenas grau 1 e os graus mais elevados (graus 3 e 4) foram substancialmente reduzidos (p=0,001); nos testes de capacidade funcional, com um aumento médio dos degraus no STEP 6’ de 64,60 para 104,77 e do número médio de repetições no STS 1’ de 15,20 para 21,57 (p=0,000); a motivação para o exercício físico evidenciou uma mudança para formas mais autodeterminadas, com aumento do Índice de Autodeterminação de 1,42 para 6,38 (p=0,000), especialmente na Regulação Identificada e Intrínseca Conclusão: O aumento da motivação autodeterminada para a prática de exercício físico associou-se à melhoria da capacidade funcional em doentes com doença respiratória crónica inseridos num programa de reabilitação respiratória. Os resultados realçam a importância de estratégias motivacionais centradas na pessoa como componente essencial nos programas de reabilitação respiratória.porEnfermagem de ReabilitaçãoMotivaçãoDoenças RespiratóriasExercício FísicoMOTIVAÇÃO E ADESÃO AO REGIME DE EXERCÍCIO DE PESSOAS COM DOENÇA RESPIRATÓRIA CRÓNICA A FREQUENTAREM UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIAtext