Laidi, Zaki2011-10-242011-10-2419980870-757Xhttp://hdl.handle.net/10400.26/1490O período da Guerra Fria foi caracterizado não só pelo conflito como também pela identidade. Com efeito existia então uma confrontação entre actores idênticos (os Estados), meios idênticos (as armas nucleares) e acima de tudo objectivos concorrentes (a ideologia). Agora essa unidade terminou. Um conflito de contornos bem definidos cedeu o lugar a conflitos difusos e indefinidos que estão presentes não apenas entre Estados como também no mundo social e laboral. Tomando como exemplo a China antigar o autor descreve como uma privação súbita de inimigo pode ser a fonte de uma crise de identidade e de perda de sentido. Foi precisamente o que sucedeu no período do pós guerra fria. Os conflitos que irromperam desde então são, na opinião do autor, resultado de uma procura de significado e de ausência de um projecto. São referidas três crises - Curdistão, Bósnia e Somália - como exemplos de falta de ajustamento entre meios e objectivos na política humanitária. Presentemente os Estados procuram não ser submetidos a uma globalização que ameaça sufocar a sua liberdade de acção, tentam evitar envolver-se e procuram espaços de fuga. Esta fuga é essencialmente de natureza económica e tem como resultado a falta de cooperação internacional que é paradoxalmente realçada pelo fim das superpotências, fim este ao qual os próprios Estados Unidos não constituiram excepção. Outra justificação para a fuga ou para o retraimento pode ser encontrada na lógica dos custos. A falta de envolvimento é frequentemente justificada pelos custos excessivos, quando a verdadeira causa é novamente a falta de um projecto, de pensar para o futuro.porPolítica internacionalGuerra fria, 1947-1989Pós-guerra friaUm mundo privado de sentidojournal article