Melo, GraçaNeto, CarlosPenedo, Rui Pedro Gil2016-11-252016-11-252011http://hdl.handle.net/10400.26/16145Mestrado , Enfermagem Médico-Cirúrgica - Enfermagem à Pessoa Idosa, 2011, Escola Superior de Enfermagem de LisboaO envelhecimento populacional constitui um dos principais problemas da sociedade actual. Tal constatação impulsionou o desenvolvimento de estratégias promotoras de um envelhecimento activo pelos órgãos governamentais dos diferentes países, visando que as pessoas idosas participem nas actividades culturais, sociais, politicas e de saúde na comunidade, numa tentativa de contrariar os estereótipos associados ao envelhecimento, como dependência e incapacidade funcional, resultando em estados depressivos e isolamento social, que constituem factores de risco no mau-trato. O mau-trato é definido como um acto único ou repetido que ocorre dentro de uma relação de confiança que causa dano ou sofrimento ao idoso, classificando-se em sete categorias: físico, sexual, psicológico, financeiro, abandono, negligência e auto-negligência. A sub-referenciação do mau-trato surge associada ao medo de represálias como ameaças de institucionalização, perda do cuidador, recriminações, entre outras. Os principais agressores são indivíduos da confiança da pessoa idosa, nomeadamente cônjuge e filhos. A magnitude e complexidade do mau-trato, sustentam a avaliação por uma equipa multidisciplinar especializada, constituída por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, autoridades de saúde, elementos policiais e jurídicos, devendo contemplar o perfil da vítima e do agressor e os principais factores de risco. O serviço de urgência, apresenta-se, na sua maioria das vezes, como a primeira linha de recurso da população idosa ao sistema de saúde, pelo que é expectável que os seus profissionais, nomeadamente o enfermeiro especialista, estejam conscientes e sensibilizados para a problemática dos maus-tratos. A aquisição de competências no cuidar à pessoa idosa, visando o metaparadigma da Enfermagem, torna-se imprescindível para a correcta identificação, notificação e monitorização dos maus-tratos, devendo o enfermeiro actuar nos três níveis de prevenção. A teoria de Enfermagem de Patricia Benner, através do seu modelo de aquisição e desenvolvimento de competências, serviu de base à realização do estágio e do presente relatório.application/pdfporIdosoMedoViolênciaServiço de urgênciaMaus-tratos ao idosoRelações enfermeiro-doenteEscala de QEEARastreio de suspeita de violência e maus-tratos à pessoa idosa que recorre a um serviço de urgênciamaster thesis