Gros, Marielle ChristineMagalhães, Ana Maria Araújo2017-05-262017-05-262017-02-072016-11http://hdl.handle.net/10400.26/18402A política social de velhice reflete, na atualidade, as tensões entre um Estado interventor, que tutela e promove o crescimento da produção de serviços permitindo a idosos frágeis ou dependentes de permanecerem no seu quadro de vida, e um Estado que se desimplica e tende a realçar o papel da família. É neste contexto que cresceram os Serviços de Apoio Domiciliário, em Portugal onde o familiaslimo é reputado como importante. Daí o nosso interesse na seguinte pergunta: como coexistem os cuidadores familiares e os cuidadores institucionais ou profissionais? Será que a família, outrora principal prestadora de cuidados aos mais velhos tende a ser substituída pelos cuidadores institucionais? Ou será que uma relação de complementaridade se estabelece ou pode estabelecer-se entre os dois tipos de cuidadores? Para tentar responder a esta questão, procuramos perspetivar a relação entre saúde e envelhecimento, perceber porque é que a família perdeu boa parte do seu papel de cuidadora na velhice e, finalmente analisar, em vários planos, a interação entre cuidados familiares e institucionais. Acabamos com a apresentação do estudo empírico que desenvolvemos sobre este tema no quadro de uma instituição prestadora deste tipo de serviço em que trabalhámos e que nos permitiu identificar importantes sinais de uma lógica de substituição dos cuidadores familiares pelos institucionais a par, todavia, com a lógica de complementaridade entre os dois tipos de cuidados.porPessoas idosasServiço de apoio domiciliárioCuidadores institucionaisCuidadores familiaresProvisão institucional de cuidados ao domicílio na velhice: reforço ou enfraquecimento da solidariedade primária?master thesis201891433