Pereira, PatríciaCorreia, Ana Marta Fernandes Santos Salvador2016-11-252016-11-252012http://hdl.handle.net/10400.26/16003Mestrado, Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, 2012, Escola Superior de Enfermagem de LisboaEste relatório de estágio aborda a problemática da criança com perturbações disruptivas do comportamento. A teoria das transições de Meleis suporta a compreensão deste fenómeno. O enfermeiro que acompanha estas crianças nas suas transições de vida precisa estar preparado para lidar com este desafio comportamental e sofrimento emocional. A finalidade do projeto é facilitar os processos de transição saúde/doença em crianças com perturbações disruptivas do comportamento. Como objetivos temos desenvolver intervenção em grupo de sociodrama com crianças com perturbação disruptiva do comportamento, avaliar o impacto da intervenção no comportamento das crianças e desenvolver competências de enfermeiro especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica. Foi realizado um estágio num serviço de saúde mental da infância e adolescência em dois contextos distintos, em situação de internamento e em hospital de dia. No internamento foi promovido um ambiente terapêutico onde foram criadas oportunidades para a criança desenvolver estratégias de coping e competências sociais melhorando assim o seu comportamento interpessoal. No hospital de dia o sociodrama foi a intervenção socioterapêutica desenvolvida durante quatro meses, num grupo semanal de crianças com perturbações disruptivas do comportamento. O desempenho de papéis no grupo permite a ação dos seus conflitos internos, a catarse das emoções e a passagem ao pensamento simbólico desses conflitos. O objetivo da intervenção é a mudança da situação de desempenho de papel insuficiente para um estado de desempenho de papel de mestria, de acordo com Meleis. Pretendemos ainda aplicar e propor uma forma de avaliação deste tipo de intervenção como contributo para o desenvolvimento de futuros trabalhos de investigação para uma prática baseada na evidência. Foi monitorizado o progresso de duas das seis crianças sujeitas à intervenção através do Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ), versão de autoavaliação. Os resultados demonstraram uma melhoria no comportamento pró-social de ambas; numa criança houve ligeira diminuição na intensidade dos sintomas mas na outra estes aumentaram. De futuro devem ser aplicadas também as versões para pais e professores para uma avaliação completa.application/pdfporEnfermagem psiquiátricaCriançaTranstorno do comportamento disruptivoIntervenção socioterapêuticaIntervenções socioterapêuticas na criança com perturbações disruptivas do comportamentomaster thesis