Martins, Anabela CorreiaMonteiro, Lola do Rosário Teixeira2026-02-022026-02-022025-12-19http://hdl.handle.net/10400.26/61368As alterações climáticas constituem uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI, influenciando a dinâmica dos vetores e a incidência de doenças infeciosas emergentes e reemergentes. A vulnerabilidade humana resulta da interação entre fatores ambientais, sociais e comportamentais, pelo que o aumento da literacia climática e em saúde se assume como elemento central na construção de comunidades mais resilientes. A escola, enquanto espaço privilegiado de aprendizagem e cidadania, oferece um contexto propício à promoção de comportamentos sustentáveis e à capacitação para a prevenção de riscos associados às alterações climáticas. Objetivo: O projeto Saúde Ambiental e Vetores na Escola foi desenvolvido com o objetivo de compreender de que forma uma intervenção educativa pode contribuir para promover a literacia climática dos alunos do 8.º ano do concelho de Óbidos, no domínio da prevenção de doenças transmitidas por vetores em contexto de alterações climáticas. Metodologia: A investigação adotou uma abordagem qualitativa, de carácter interpretativo, integrando metodologias participativas centradas no modelo World Café, que promove o diálogo, a reflexão crítica e a construção coletiva de conhecimento. A intervenção, estruturada em sessões temáticas e atividades de campo, abordou conteúdos de saúde ambiental, alterações climáticas e vetores de doença, articulando dimensões cognitivas e comportamentais. Resultados: A análise dos dados permitiu identificar progressos significativos na compreensão dos fatores que relacionam clima, ambiente e saúde, na correção de conceções erróneas sobre vetores e na valorização das práticas preventivas no quotidiano. Os alunos revelaram maior consciência ecológica e sentido de responsabilidade partilhada face aos problemas ambientais e sanitários locais. Os resultados confirmam a relevância das metodologias ativas e da integração da educação ambiental e para a saúde no currículo escolar, potenciando aprendizagens significativas e o desenvolvimento da literacia climática enquanto competência essencial à cidadania. Conclusões: O projeto contribuiu para aproximar ciência e comunidade, reforçando a cooperação entre escola e serviços de saúde. Conclui-se que a educação, quando orientada por princípios participativos e sustentada em evidência científica, é uma ferramenta eficaz para a adaptação às alterações climáticas e para a promoção de uma cultura de prevenção e de saúde pública sustentável.Climate change represents one of the greatest public health threats of the 21st century, influencing vector dynamics and the incidence of emerging and re-emerging infectious diseases. Human vulnerability results from the interaction between environmental, social, and behavioural factors; thus, increasing climate and health literacy is a key element in building more resilient communities. The school, as a privileged space for learning and citizenship, provides a favourable context for promoting sustainable behaviours and for developing skills to prevent risks associated with climate change. Objective: The Environmental Health and Vectors at School project was developed with the aim of understanding how an educational intervention can contribute to promoting climate literacy among 8th-grade students in the municipality of Óbidos, in the field of prevention of vector-borne diseases in the context of climate change. Methodology: The research adopted a qualitative, interpretative approach, integrating participatory methodologies based on the World Café model, which promotes dialogue, critical reflection, and the collective construction of knowledge. The intervention, structured in thematic sessions and field activities, addressed environmental health, climate change, and disease vectors, combining cognitive and behavioural dimensions. Results: Data analysis revealed significant progress in understanding the factors that link climate, environment, and health, in correcting misconceptions about vectors, and in valuing preventive practices in daily life. Students showed greater ecological awareness and a sense of shared responsibility regarding local environmental and health issues. The results confirm the relevance of active methodologies and of integrating environmental and health education into the school curriculum, enhancing meaningful learning and the development of climate literacy as an essential citizenship competence. Conclusions: The project helped bridge science and community, strengthening cooperation between schools and health services. The study concludes that education, when guided by participatory principles and grounded in scientific evidence, is an effective tool for climate change adaptation and for promoting a culture of prevention and sustainable public health.porAlterações Climáticasdoenças transmitidas por vetoresliteracia em saúdeWorld CaféClimate changevector-borne diseaseshealth literacySaúde ambiental e vetores na escola: projeto de intervenção de promoção da literacia climáticamaster thesis204165954