Leitão, Catarina Isabel Santos Patrício2021-04-262021-04-262015http://hdl.handle.net/10400.26/36288O progresso técnico nos transportes e comunicações, e que fenomenologicamente se traduz nas velocidades sentidas na Modernidade, abriu caminho a novas ordens espaciais, como o espaço aéreo ou até mesmo o orbital. Com efeito, e no início do século XX, do ar chegava o terror. Neste artigo, procuraremos dar conta dessa complexa mutação tendo por pano de fundo uma analítica à A Mobilização Total de Ernst Jünger (Jünger 1930). Fora desde logo a partir das primeiras motorizações nas guerras que a resistência e a ação do coletivo passou a abarcar necessariamente a máquina e suas extensões. Muito definitivamente, a técnica conduz a história e a guerra, contribuindo para um labor que entretanto se tornou planetário. Já não há nada, objeto ou sujeito, que não esteja ao serviço de uma mobilização que se consuma nela mesma.Technical progress in transport and communications, which translated phenomenologically into the speeds experienced during Modernity, opened the way for new orders of space such as airspace or even orbital space. Truly, in the early twentieth century, terror came from the air. In this article, we will explore this complex mutation taking place against the backdrop of Ernst Jünger’s Total Mobilization (Jünger 1930). Since the first motorized wars, resistance and action necessarily began to encompass the machine and its extensions. Clearly, technology guides history and war, contributing to a labor that has ever since become Global. There is no longer anything, object or subject, not in the service of a mobilization that is consummated in itself.porGuerra aéreaMobilização totalModernidadeTécnicaCronopolíticaAerial warfareTotal mobilizationModernityTechnologyChronopoliticsA Primeira Grande Guerra e a mobilização total: a inevitabilidade do recrutamento planetárioThe First World War and total mobilization: the inevitability of planetary recruitmentjournal article